O presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou nesta terça-feira, 27, que os #Estados Unidos estão apoiando o Estado Islâmico (EI) na Síria. A polêmica declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa e já é considerado um incidente diplomático internacional. O presidente turco garanto ter provas de que o exército americano ajuda o grupo terrorista, complementando que as provas incluem fotos, vídeos e documentos que mostram o governo americano trabalhando lado a lado com o #Estado Islâmico. A declaração acontece poucos dias depois de uma onda de ataques terroristas na Europa, supostamente perpetrados pelo EI, que deixou dezenas de mortos, incluindo o embaixador russo na Turquia; e a poucos dias do presidente eleito Donald Trump assumir a liderança do país.

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Irã também denuncia os Estados Unidos

Ao mesmo tempo em que o presidente turco conversava com os jornalistas, o ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehghan, fez a mesma acusação, durante entrevista com a TV russa RT. "A coalizão ocidental é apenas formal, não tem nenhuma intenção de combater o Estado Islâmico nem na Síria, nem no Iraque. Foram eles que criaram os terroristas, e eles querem mantê-los aqui", disse o ministro. "Talvez a coalizão deseje que os terroristas fiquem enfraquecidos, mas certamente não quer que eles sejam destruídos, porque esses terroristas são as ferramentas do ocidente para desestabilizar a região", complementou. Hossein Dehghan disse que, além dos Estados Unidos, o Qatar e a Arábia Saudita também apoiam o Estado Islâmico.

Resposta americana

Em resposta às acusações, a embaixada dos Estados Unidos na Turquia divulgou uma nota em que nega as acusações.

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Com o título "A verdade sobre a desinformação na mídia turca a respeito das operações dos EUA contra o Estado Islâmico na Síria", o texto nega qualquer tipo de ajuda americana aos terroristas. "Continuamos trabalhando em parceria com o governo turco para determinar de que forma podemos melhorar nossos esforços para eliminar o Estado Islâmico e derrotar essa praga que ameça nossos povos".