A #Venezuela reabriu nesta terça-feira (20) sua fronteira com o Brasil e com a Colômbia, que estava fechada desde o dia 11 de dezembro, quando o presidente Nicolas Maduro anunciou que iria retirar as notas de 100 bolivares de circulação para combater o contrabando nas fronteiras, que, segundo o presidente, está cada vez maior, e fechar as fronteiras para que as notas não entrassem novamente no país.

Esta decisão gerou, dentro do país, uma onda de protestos e saques, o que nesta terça-feira, para alívio dos venezuelanos, o prazo para mudança de notas foi prorrogado até o dia 2 de janeiro, mesmo que as notas de 500 bolivares já tenham sido anunciadas para chegarem no mercado no próximo domingo, 25.

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O principal motivo para que os locais não queiram que as notas de 100 bolívares sumam, é que ela representa 48% das notas em circulação, o que fez com que os venezuelanos tivessem de enfrentar filas quilométricas em busca de comida, remédios e agora também de trocar o dinheiro, que está com a inflação lá em cima.

A notícia chegou oficialmente ao Brasil através da chancelaria brasileira, que informou em um comunicado enviado a AFP. "Em função de negociações realizadas por meio da embaixada do Brasil em Caracas (...) as autoridades venezuelanas liberaram hoje a fronteira para o trânsito de pedestres".

Segundo a imprensa venezuelana, cerca de 200 brasileiros, em sua maioria turistas, ficaram impedidos de retornar para o Brasil pelos 2.200 km de fronteira com a Venezuela, que cortam através dos estados do Amazonas e Roraima.

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Também nesta terça-feira (20), a passagem de pedestres na Colômbia, que foi fechada sob alegação de atuação de máfias contrabandeando os bolivares, desestabilizando a economia do país, foi reaberta, possibilitando que milhares de venezuelanos cruzassem para a Colômbia em busca de alimentos, remédios, atendimentos hospitalares, além de visitar seus familiares por ocasião das festas de final de ano.

A decisão foi anunciada após uma conversa por telefone entre os presidentes Nicolas Maduro, da Venezuela, e Juan Manuel Santos, da Colômbia. Segundo o ministro venezuelano de comunicação e Informação, ambos concordaram em abrir de forma progressiva, segura e com estrita vigilância, para que os problemas não voltem a se agravar. #Crise econômica na Venezuela #Venezuela reabre fronteiras