Conhecida por ser frequentada por celebridades como jogadores de futebol e outros ricos e famosos, a boate Reina, em Istambul, #Turquia, foi atacada por volta de 1h 30 (hora local) desta primeira madrugada do ano. Um homem invadiu o local atirando indiscriminadamente. Estima-se que cerca de 700 pessoas estariam na festa celebrando o Reveillon.

Das 39 vítimas fatais, 21 já foram identificadas e entre elas 16 são estrangeiros de Israel, França, Bélgica, Arábia Saudita, Líbano e Jordânia. Dos 69 feridos, quatro estão em estado grave.

O ministro do Interior da Turquia Suleyman Soylu informou à imprensa que o ataque está sendo tratado pelas autoridades como #Terrorismo e que a polícia está fazendo todos os esforços para capturar o culpado.

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Imagens das câmeras de segurança mostram um homem de casaco preto atirando do lado externo da boate. A arma do crime foi deixada no local. Segundo depoimento do governador de Istambul Vasip Sahin, um policial civil foi o primeiro a ser morto pelo atirador.

A boate fica na margem europeia do estreito de Bósforo (que divide a parte asiática da parte europeia da Turquia) e várias pessoas se atiraram na água para escapar do ataque.

Algumas testemunham relataram que o criminoso estaria falando em árabe. Mais uma vez, as suspeitas recaem sobre os extremistas do #Estado Islâmico (EI), devido às características do ataque e porque a Turquia começou a agir contra o grupo na Síria, há quatro meses.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan promete lutar "até o fim contra o terrorismo". Segundo ele, há por parte dos terroristas uma tentativa de desestabilizar o país, com o que Erdogan chamou de "ataques abomináveis" contra civis.

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A reação entre líderes mundiais foi imediata. Um dos primeiros a se manifestar foi o presidente americano Barack Obama, oferecendo assistência à Turquia e lamentando seu pesar pelo ocorrido. Angela Merkel, chanceler da Alemanha, chamou o ataque de "desumano e perverso". No mesmo tom, se manifestaram o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o presidente russo Vladimir Putin.

O Papa Francisco, durante a tradicional cerimônia chamada Angelus, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, diante de cerca de 50 mil pessoas, mencionou o ataque em Istambul e fez um apelo por uma mobilização contra o que chamou de "flagelo do terrorismo".