Hayley Lampshire é uma professora infantil. Ela sempre deu aula para crianças e tinha o sonho de ter filhos. Aos vinte e sete anos, ela descobriu uma boa nova dupla: estava grávida de gêmeos. No entanto, eles eram monocoriônicos e monoamnióticos. Os nomes difíceis traziam uma informação preocupante. Eles significam uma condição rara, na qual os bebês podem acabar se enforcando com os próprios cordões umbilicais. A felicidade da mãe é que seus filhos ficaram ali, na barriga, completamente quietinhos. Abraçados, eles permaneceram até o parto. O caso foi divulgado pelo tabloide inglês 'The Mirror' e ganhou repercussão no Brasil por conta de uma reportagem do site da 'Revista Veja', publicada nesta segunda-feira, 30.

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Os gêmeos idênticos não compartilhavam apenas a aparência. Eles também estavam na mesma placenta. Isso acontece em apenas 1% das gestações e a taxa de mortalidade é bastante alta. De cada dois partos, apenas um é feito com sucesso. A taxa de mortalidade, é claro, assustou a mãe, que vivia um momento feliz e outro aterrorizante ao mesmo tempo. Como o cordão umbilical acaba se entrelaçando no corpo do bebê, ele perde a respiração. Além disso, a alimentação dos nenéns, quando esses ainda estão nas barrigas de suas mães, são enviadas através do cordão umbilical.

Hayley e seu marido Charlie se casaram em 2015. A informação de que ela estava grávida ocorreu alguns meses depois. E um detalhe impressionou. A professora já estava com quatro meses de gestação. O fato da informação ter chegado tarde se tornou ainda mais chocante, quando os dois descobriram que viriam gêmeos.

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Conforme a gestação de Hayley avançava, o risco aumentava. Com isso, a única maneira das crianças sobreviverem era com elas ficando quietas e foi exatamente isso o que ocorreu.

Em ultrassons, os bebês aparecem abraçados. Os médicos dizem que isso ajudou a salvar eles. Dias depois, já com o nascimento, os pequenos não se desgrudam mais. "Eles são unidos e ficam assim o tempo todo", disse a mãe contente. #É Manchete!