Não há dúvidas de que as relações diplomáticas internacionais entre os diferentes países encontram-se nervosas no mundo globalizado. Exemplos negativos não faltam para criar esse tipo de clima, como, por exemplo, alternância do poder nos EUA, crise no Oriente Médio, a onda interminável dos refugiados na Europa, #Guerra civil Síria, o quadro político e econômico se deteriorando a cada dia no Brasil, entre tantos outros acontecimentos trágicos. É uma verdade, então, afirmar que há uma crise mundial pairando na atmosfera; entretanto, as conspirações políticas, o belicismo de um país querer destruir ou ocupar o outro não é de hoje, pelo contrário, acompanha a história da humanidade.

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Inclusive nos últimos dias, vazaram documentos da CIA, que revelaram que os Estados Unidos chegaram a cogitar um terrível ambiente de guerra entre dois países aliados da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, a saber, #Grécia e #Turquia. De acordo com informações veiculadas pelo site “Miltaire”, o equilíbrio entre as forças armadas das duas nações seria proporcional até 1992.

Não é de hoje que gregos e turcos não podem ser considerados os melhores vizinhos, provas disso são os 400 anos de domínio selvagem da Turquia sobre a Grécia e as ainda constantes provocações da Turquia em ultrapassar as fronteiras marítima, terrestre e aérea da Grécia. Um destes documentos provenientes da "CIA - Central de Inteligência Americana", datado de 24 de março de 1988, analisa o temor norte-americano sobre a possibilidade de guerra nas regiões do mar Egeu, na Trácia (nordeste grego) e na ilha dividida entre gregos e turcos, Chipre.

Composto de 37 páginas, no relatório em questão havia os registros de que as forças de ambos os países seriam equivalentes desde o ano de 1984 até 1992 nas águas do Egeu, mas que após esse período, devido a uma gama de fatores, a Turquia iria se sobrepor aos gregos.

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O governo de 1984 nos Estados Unidos previa que a guerra greco-turca causaria perdas horrendas aos dois países. O conflito seria muito ruim para Washington, uma vez que os EUA e a OTAN ficariam desguarnecidos no flanco dos Bálcãs e Ásia Menor.

O mesmo documento aponta a Turquia como tendo um exército bem maior que o da Grécia, lembrando a história do filme “300” de Esparta, quando milhões de persas invadiram a Grécia, mas foram derrotados vergonhosamente por uma minoria de cidades-estados gregas, que se uniram para defender a terra natal. Por outro lado, os turcos na ocasião – e isso é ainda pior hoje – estavam com um número elevado de suas forças militares cuidando das ameaças internas.

Entretanto, longe de se querer ter uma visão unilateral desse imbróglio milenar, não se pode esquecer de que a Turquia sempre praticou uma política territorial agressiva junto aos seus vizinhos e exemplos não faltam para comprovar tais genocídios, como o massacre armênio, matança dos gregos Pônticos, invasão da ilha de Chipre em 1974, apoio de Ancara aos separatistas contra a Sérvia, matança generalizada dos cidadãos do Curdistão em território turco e fora dele, namoro de Erdogan com os terroristas do Daesh ou Estado Islâmico, problemas com a poderosa Rússia, e o pior, tudo sob a benção dos Estados Unidos, avaliam os especialistas em política internacional.

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Quanto à Grécia, seu principal problema é a conivência de políticos gregos corruptos com os credores internacionais, o que fez com que o país mergulhasse em uma profunda crise econômica.