A brasileira Yasmim Fernandes Silva, de 20 anos, está há mais de três meses presa nas #Filipinas acusada de #tráfico de drogas. Ela foi detida em outubro portando 6 kg de cocaína no aeroporto de Manila, na capital do país. No Brasil, a garota não tinha passagens pela polícia.

Yasmim era auxiliar de escritório no Brasil e morava em Goiânia, após deixar a casa da avó em São Paulo. A família diz que na capital de Goiás se envolveu com bandidos e foi seduzida pela possibilidade de alto lucro.

A jovem decidiu arriscar a vida como mula. Entretanto, uma "mula" (termo dado às pessoas que fazem o transporte de drogas) não é nada menos que um traficante internacional de drogas, e responde sempre no país de destino como tal.

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A droga foi avaliada pelas autoridades locais em cerca de R$ 2 milhões. Ela confessou que transportou a droga por estar precisando de dinheiro.

No mundo do tráfico, quanto mais rigorosa é a lei do país de destino da droga, mas se paga a uma "mula".

Nas Filipinas, as chances de #pena de morte podem se tornar reais. Tudo porque o presidente filipino, Rodrigo Duterte, tem como uma das bandeiras o combate ao tráfico, e tem lutado para retomar a pena capital no país. A reportagem da Band ouviu o advogado de Direito Internacional Manuel Furriela, que afirmou que o caso da jovem pode e, infelizmente, deve ser usado como "exemplo" no combate ao tráfico de drogas no país, não havendo abrandamento de pena. Nas leis atuais, ela poderia ser condenada no máximo a 40 anos de prisão.

Prisão nas Filipinas

Yasmin relatou a parentes que as condições na cadeia filipina são "piores" que no Brasil.

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Não oferecem água limpa, só suja. "Para beber água boa tem que comprar", afirmou. Ela ainda sofre de bronquite, o que tem fragilizado seu estado de saúde.

Juntamente com Yasmin, foram presas outras três pessoas, segundo as autoridades do país, provavelmente cooptadas pela mesma quadrilha que seduziu a brasileira.

O Itaramaty afirma que Yasmim tem recebido apoio e assistência do consulado no país.

Outros casos de brasileiros

Em 2015, na Indonésia, os brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte foram executados condenados por tráfico de drogas. Mesmo com pedido de clemência da presidente Dilma Rousseff, na época, os dois foram executados, resultado da política mão-de-ferro adotada pelo país contra esse tipo de crime.

O caso da brasileira é muito semelhante. Segundo análise do advogado Manuel Furriela, a pena capital é uma possibilidade, uma vez que foram quatro prisões semelhantes e associadas à mesma quadrilha internacional. Os acusados poderão ser usados para servir de exemplo para o presidente no sentido de coibir a entrada de drogas no país.

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