Com apenas 28 anos, o brasileiro Cléber Rene Rizério Rocha pode ter que ficar atrás das grades na terra da Liberdade até os 48 anos, caso seja considerado culpado pelas autoridades americanas. Ele já está preso e é apontado de esconder aproximadamente US$ 20 milhões, o equivalente a R$ 64 milhões, debaixo de um colchão em sua casa.

Outra suspeita que pesa contra o brasileiro é de tentativa de lavagem de dinheiro oriundo do chamado caso TelexFree, investigado por agentes federais dos EUA.

Além de pegar duas décadas de cadeia, Cléber pode ser multado em até US$ 250 mil, o que equivale a R$ 800 mil, de acordo com os veículos norte-americanos.

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Cléber foi detido na última quinta-feira (5), na cidade de Westborough, no estado de Massachusetts. Para a equipe que investiga a TelexFree, os suspeitos por trás da empresa a promoviam como se ela fosse uma companhia especializada em prover internet e de telecomunicações. Porém, na prática, a atividade se apoiava em um esquema de pirâmide de dinheiro, o que é proibido no país.

De acordo com a polícia, a empresa foi criada pelo norte-americano James Merrill em parceria com outro brasileiro, chamado Carlos Wanzeler. O primeiro está preso e confessou o #Crime. O segundo conseguiu escapar fugindo para o Brasil. Até hoje as autoridades estrangeiras não conseguiram a sua extradição.

Esquema

Os procuradores dizem que os indícios dão como certo que a TelexFree é um enorme esquema de pirâmide e que o lucro não vinha da comercialização dos serviços, mas, sim dos milhões de dólares de milhares de cidadãos que pagavam uma assinatura para se tornarem ‘promotores comerciais’.

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O que os assinantes ganhavam com isso é que tinham a promessa de serem remunerados para veicularem anúncios para a companhia.

Até esse estágio, tudo ia bem. O problema começou há dois anos, quando a TelexFree abriu falência com uma enorme dívida. Os prejudicados foram os tais ‘promotores comerciais’, que somam mais de 965 mil vítimas. Juntas elas tomaram um prejuízo de mais de US$ 1,7 bilhão, o que dá cerca de USS 1,8 mil dólares por pessoa, o equivalente a R$ 5.800,00

Outros desdobramentos

Em que medida o outro brasileiro, Cléber Rocha, esteve envolvido no escândalo? Conforme a polícia, uma pessoa incumbida atuar como representante de um sobrinho de Wanzeler abordou uma testemunha que estava cooperando com as investigações.

Essa testemunha foi procurada por esse intermediário que lhe disse que queria US$ 40 milhões transferidos para fora dos EUA. Isso em razão da esposa de Wanzeler, que ainda residia na América, estar pedindo a separação e ameaçar contar onde o dinheiro estava escondido.

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No último dia de 2016 a polícia descobriu que Cléber Rocha era o mensageiro que tinha viajado aos EUA como representante do sobrinho de Wanzeler. Ele marcou encontro com a testemunha na quarta-feira passada (4), sob monitoramento dos agentes. Entregou para a testemunha uma mala com US$ 2,2 milhões. Os policiais documentaram tudo e ainda seguiram Cléber. E foi no apartamento dele que encontraram o dinheiro debaixo colchão. #Mundo