De acordo com um relatório divulgado pelo site NK News, dois canais que vinham postando vídeos no YouTube há anos com conteúdos sobre a #Coreia do Norte foram simplesmente excluídos da plataforma de vídeos. Essas novas exclusões ocorreram menos de dois meses após o YouTube ter bloqueado o canal de televisão estatal da Coreia do Norte, Korean Central Television.

Um dos últimos canais removidos, o Pozdro z KRLD, possuía apenas vídeos de viagem à Coreia do Norte. "Todo o meu conteúdo do canal foi suspenso pela primeira vez no domingo à noite e depois de 8 horas foi totalmente removido. Não desobedeci nenhuma regra do YouTube", disse Emil Truszkowski, dono do canal, ao site NK News.

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O outro canal, de propriedade do cidadão vietnamita Vu Nam Phuong mostrava centenas de gravações, feitas por ele mesmo, com conteúdos da mídia estatal da Coreia do Norte. "Eu tinha mais de 350 vídeos no #youtube. Eles excluíram o meu canal no dia 17 de janeiro. Só me mandaram uma mensagem dizendo que eu não me adequava à plataforma de vídeos", disse Vu

Perseguição

Nessa terça-feira (24), vários outros canais conhecidos norte-coreanos ainda estão ativos, como o Uriminzokkiri , Toponmail e StimmeKoreas, publicando normalmente. Diariamente postam vídeos sobre a Coreia do Norte, vídeos da mídia local e conteúdos duplicados.

Embora a mídia estatal norte-coreana possa ser só mais uma forma de divulgar falsas notícias sobre o país, muitos desses vídeos são examinados diariamente por analistas, jornalistas e acadêmicos em busca de pistas para ajudar a compreender a evolução da RPDC (República Popular Democrática da Coreia).

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O Google não comentou sobre o caso, mas disse que o YouTube "desativa contas que violam nossos termos de orientações de serviço ou da comunidade, e quando somos obrigados por lei a fazê-lo."

Um dos grandes motivos é que a maioria desses canais era apenas replicadores de conteúdos não originais, sem prévia autorização dos donos. Os Estados Unidos também vetam qualquer tipo de ganho que esses canais possam ter postando conteúdos norte-coreanos. #Política