Nesta sexta-feira, 6, o jornal 'O Globo' publicou uma ampla reportagem que fala sobre a possibilidade de um grande asteroide atingir nosso planeta. Pode parecer estranho, mas isso já aconteceu no passado, sendo responsável pela extinção dos dinossauros. O assunto é tão sério que já existe até um plano para salvar a humanidade, caso todos os prognósticos da Nasa, a agência espacial americana, deem errado.

O plano foi elaborado pela própria Casa Branca que, nessa semana, anunciou detalhes para garantir a sobrevivência da civilização moderna. Apesar de dizer que o impacto de um asteroide - de grandes proporções - acabar atingindo a Terra pode não ser provável, a entidade disse que choques com astros menores são bem mais reais e não menos catastróficos.

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Ou seja, a Casa Branca diz que acredita que um asteroide não teria a capacidade de acabar com a humanidade, mas de trazer problemas bem sérios para todos nós.

Esse é o primeiro plano oficial sobre o assunto divulgado pelo governo americano. Além de técnicas de como salvar regiões, o plano traz dados do passado. Entre 1994 e 2013, por exemplo, mais de 500 bólidos (uma espécie de asteroide pequeno) atravessaram a atmosfera. Todos eles tinham entre um e cinquenta metros de diâmetro. Até mesmo o bólido do tamanho de um campo de futebol é considerado pequeno, em termos de Universo. No entanto, é claro que essas quedas têm um poder de destruição bastante grande. Como exemplo, um dos casos notórios mais recentes. Um asteroide de vinte metros de diâmetro caiu próximo a uma cidade russa, em 2013.

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A energia dele foi o equivalente a trinta vezes o poder de destruição das primeiras bombas atômicas criadas.

Os cientistas acreditam que existam mais de dez milhões desses objetos (maiores que o que caiu na Rússia) que rondam a órbita terrestre, prestes a entrar em contato com nossa atmosfera.

Também na Rússia, no passado, um asteroide de quarenta metros de diâmetro caiu na cidade de Tunguska. Mais de dois quilômetros quadrados de floresta foram devastados. “Se um evento similar ocorresse sobre uma área metropolitana, poderia resultar em milhões de feridos e mortos”, analisa a Casa Branca, que diz ainda que pelo menos 300 mil corpos desse tamanho rondam a órbita terrestre.

Agora, o Congresso americano exige que a agência espacial identifique pelo menos 90% de qualquer corpo que possa colidir com a terra e tenha mais de 140 metros de diâmetro. Um corpo desse tamanho já seria capaz de produzir mais energia que a mais poderosa bomba nuclear já testada. #Mundo