Mais um capítulo polêmico da engenharia genética foi descrito nesta quinta-feira, 27, com a publicação de um estudo de cientistas do Instituto Salk para Pesquisas Biológicas, da Califórnia, Estados Unidos. Na publicação, os especialistas afirmam que injetaram células tronco de seres humanos em embriões suínos, e que a experiência foi desenvolvida durante 4 anos, nos quais, mais de 1500 embriões receberam as células humanas.

O objetivo é desenvolver órgãos que sirvam para transplantes, entretanto, os pesquisadores afirmam que o desenvolvimento da técnica se mostrou muito mais complicado do que o imaginado, e que esse resultado ainda está longe de ser alcançado.

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Mesmo com a previsão de resultados a longo prazo, a equipe se mostrou satisfeita com os experimentos, que tiveram o estudo publicado na renomada revista científica Cell.

O estudo aponta ainda que o uso das células tronco humanas foi baixo e que não foram usadas células precursoras cerebrais, apenas de órgãos e tecidos. É a primeira vez que esse tipo de experimento combina células de espécies tão distintas e complexas, como humanos e suínos, e o objetivo final é fornecer material para transplantes em humanos.

Divulgação do estudo causa polêmica

A repercussão da divulgação dos estudos no meio acadêmico e científico só poderá ser mensurada nas próximas semanas, já que esses setores adotam cautela quando se trata de um assunto complexo e polêmico. Já na internet e redes sociais, a polêmica se instaurou rapidamente, contabilizando os mais diversos tipos de comentários e reações.

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No Brasil, a notícia tem sido amplamente divulgada, e como não poderia deixar de ser, está sendo levada a sério por uns e virou motivo de piada para outros. Brincadeiras à parte, a pesquisa coloca em questão a ética desse tipo de procedimento e o direito da #Ciência em manipular geneticamente animais para o uso exclusivamente humano.

Ciência e tecnologia, religião e dogmas marcam a discussão acalorada entre os internautas, e a matéria rapidamente se tornou uma das mais comentadas do dia, reacendendo a discussão sobre os limites científicos e o uso do avanço tecnológica com fins específicos, que na opinião de muitos, é extremamente antiético e perigoso. #2017