Depois de vencer as eleições norte-americanas no Colégio Eleitoral e perder no voto popular, o polêmico bilionário promete ser o presidente mais controverso dos Estados Unidos. Já desde a campanha eleitoral, muitos artistas manifestaram publicamente que eram contrários a Donald Trump por seus pronunciamentos machistas e homofóbicos, por suas declarações contra os imigrantes e também pela retirada do "ônus econômico" do plano de assistência médica conhecido como "Obamacare", o que foi o primeiro ato de Trump como presidente. Desde a campanha, Trump criticava o plano de saúde pública aprovado por Obama e, como era de se esperar, cumpriu o prometido imediatamente depois da posse.

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Artistas contra #Donald Trump: United we Stand

Cher, Alec Baldwin, Michael Moore, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Robert de Niro, Sally Field e Cynthia Nixon foram alguns dos que participaram do ato de protesto que aconteceu em Nova York na quinta-feira (19), um dia antes dia da posse de Trump, chamado "United we Stand".

No palanque, a atriz e cantora Cher chamou o presidente de "narcisista inacreditável". Irônico, o ator Alec Baldwin disse estar congelando no frio e que precisava ir ao banheiro, mas, brincando com os boatos de que a Rússia teria interferido na eleição, disse que iria se segurar: "Vou a uma festa no consulado russo hoje... E quando eu chegar vou fazer muito xixi, o maior que já fiz na minha vida inteira".

Nem todos os que discursaram usaram o bom humor para criticar Trump.

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A atriz Julianne Moore defendeu os imigrantes, usando como exemplo sua mãe escocesa. Mark Ruffalo conclamou a população a provar quem eles realmente são: "Agora é a hora", disse o ator.

Um discurso mais amplo foi feito pela atriz de "Sex and the City" Cynthia Nixon, que falou que o país não pode voltar a julgar pessoas por gênero, cor, religião, origem ou orientação sexual.

Marcha das Mulheres

Em maiores ou menores proporções, a "Marcha das Mulheres" aconteceu em mais de 600 cidades, em 58 países pelo mundo. A manifestação tem como foco a defesa das minorias. Usando casacos e toucas cor de rosa, uma multidão tomou conta das ruas em Washington. Shows e discursos de artistas e políticos que defendem causas sociais e direitos civis ocorreram em uma área próxima ao Capitólio (prédio do Congresso norte-americano).

Violência

Durante a cerimônia de posse na sexta-feira (20), os #Protestos terminaram com violência na capital norte-americana. Cerca de 500 pessoas vestidas de preto e portando cartazes contra as políticas de Trump derrubaram lixeiras, quebraram vitrines e automóveis, e enfrentaram a polícia, que reagiu avançando contra os manifestantes, jogando sprays de pimenta e bombas de efeito moral.

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Alguns manifestantes foram presos e pelo menos quatro policiais ficaram feridos.

Em apenas dois dias, o da posse e o primeiro dia como presidente da maior democracia do planeta, Donald Trump já teve a chance de demonstrar que seu governo está longe de ser pacífico e, conforme o resultado das urnas, está muito distante da unanimidade. #Eleições EUA 2016