O presidente dos Estados Unidos, Donald #Trump, tomou posse há pouco dias e já está pondo em prática a realização de suas principais promessas de campanha. Trump assinou na quarta-feira (25) um decreto que viabiliza a construção do tão comentado muro na fronteira dos EUA com o México, e declarou que, seja por meio de acordo comercial, impostos ou tarifas de fronteira, o México pagará pela obra. Também declarou que vai suspender o envio de verbas federais para as chamadas ''cidades-santuário'', como Los Angeles, Chicago, Nova York e Chicago, que oferecem abrigo e protegem imigrantes ilegais da deportação.

Hoje (28), #Donald Trump assinou mais um decreto polêmico, que impede a entrada de refugiados sírios durante 120 dias e de visitantes de outros seis países de maioria muçulmana nos Estados Unidos durante 3 meses.

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Alguns visitantes dos países vetados - Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, e Iêmen - foram barrados hoje em voos com destino aos EUA. Até mesmo os que possuem Green Card - o cartão de residência permanente - mas que estejam fora do país precisam de uma isenção do consulado americano caso queiram retornar aos Estados Unidos, segundo o governo norte-americano. Essas medidas teriam sido tomadas, segundo Trump, para proteger o país de ataques terroristas comandados por grupos radicais islâmicos.

Por causa desta medida, o cineasta Asghar Farhadi, que é iraniano, poderá ser impedido de entrar nos Estados Unidos e participar da cerimônia do #Oscar 2017, que acontecerá em 26 de fevereiro de 2017. Algumas fontes já confirmam que a entrada de Farhadi no país não foi permitida. Trita Parsi, responsável pelo Conselho Nacional Iraniano Americano, uma ONG que defende os direitos dos iranianos nos EUA, confirmou no Twitter que a entrada de Farhadi no país foi recusada.

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se mostrou preocupada e em desacordo com a nova medida de Trump,

Farhadi foi indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro por O apartamento, e ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de talvez não poder estar presente na premiação. A atriz protagonista do filme, Taraneh Alidoosti já declarou que pretende boicotar a cerimônia de premiação do Oscar, por considerar a medida de Trump racista.

O festival de cinema de Tribeca também manisfestou desacordo com a decisão de Trump e se demonstrou indignação no Twitter.

Críticos de cinema e fãs do cineasta também manifestaram indignação com a notícia.

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