Recém empossado como o novo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump fez neste sábado, dia 21, seu primeiro discurso após a cerimônia de posse, realizada na última sexta-feira. Em visita à #CIA, principal agência de inteligência e segurança norte-americana, #Trump atacou a imprensa, acusada por ele de ter criado boatos de divergências entre ele e o serviço de investigação. O discurso foi realizado na sede da CIA, localizada na cidade de Langley, no estado da Vírginia.

“Estou com vocês 1000%, e a razão de vocês serem minha primeira opção é que, como estão cientes, eu tenho uma guerra em curso com a mídia”, afirmou Trump.

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“Eles estão entre as pessoas mais desonestas da Terra”, completou o novo governante americano.

Durante a conversa com os cerca de 300 funcionárias da CIA presentes no local, Trump também prometeu que irá concentrar forças em combater as forças do Estado Islâmico (EI), organização radical terrorista responsável por diversos ataques no Oriente Médio e na Europa.

“Temos que nos livrar do Estado Islâmico. O islamismo radical deve ser erradicado da face da Terra”, declarou. “Ele é o mal num nível que jamais vimos”.

Ainda sobre temas relacionados ao Oriente Médio, Trump afirmou que os #Estados Unidos deveriam ter tomado o petróleo do Iraque após a derrubada do ditador Saddam Husseim, em 2006. “Ao vencedor, o espólio”, disse o presidente, que relacionou a exploração da substância ao surgimento do EI.

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“Se tivéssemos ficado com o petrólero não teríamos o Estado Islâmico, porque é como eles ganham dinheiro”.

Durante o discurso, Trump também contestou a mídia após estimativa dos presentes na cerimônia de sua posse. Enquanto os veículos noticiaram que cerca de 200 mil pessoas compareceram ao evento, Trump afirmou que “parecia ser um milhão ou um milhão e meio de pessoas”. Ele também aproveitou para elogiar o deputado de Kansas Mike Pompeo, nomeado por ele como novo chefe da agência de inteligência.

Novo chefe da CIA, deputado é contestado por oposição

A decisão de Trup de nomear o Mike Pompeo para chefiar a CIA não foi bem vista pelos oposicionistas do partido Democrata. Defensor aberto de práticas de interrogatório como o “waterboarding”, espécie de afogamento temporário, Pompeo não tem aprovação do Senado, que precisa dar o aval para oficializar as escolhas de Trump para os gabinetes do país.

A relação de Trump com a CIA também andava estremecida após a agência ter revelado nas últimas semanas que investigações apontavam para uma suposta interferência russa durante a campanha eleitoral que terminou com Trump eleito.

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Ex-diretor da CIA, John Brennan pediu demissão na última sexta-feira, dia 20, após ter criticado abertamente o novo presidente dos Estados Unidos.

Enquanto chamou Pompeo de “estrela”, Trump criticou a oposição, afirmando que os democratas do Senado estão “criando joguinhos políticos” ao não confirmarem o deputado como o novo chefe do orgão. Em nota, o ex-diretor John Brennan afirmou estar “profundamente entristecido e aborrecido” após o novo discurso de Donald Trump.