Por volta da passagem de ano de 2016 para 2017, a sociedade brasileira recebeu a notícia de que um homem de 59 anos de idade estava desaparecido, sendo que poucos dias depois o mesmo foi encontrado dentro de um carro alugado e que foi queimado em Nova Iguaçu, região da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro. Enfim, seria só mais uma vítima da violência urbana que acossa a todos, mas esse caso era uma exceção do que acontece em relação à população do Estado Fluminense e de todo país, pois a vítima era o Embaixador da Grécia em Brasília, Kyriakos Amoiridis, o qual entre os anos de 2001 a 2004, tinha sido o cônsul grego na conhecida internacionalmente, “Cidade Maravilhosa”, amando o que fazia e o povo local, de acordo com os relatos de quem o conheceu pessoalmente.

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Agora para piorar a situação, o assassinato foi encomendado pela ex-mulher brasileira do embaixador, que contratou os serviços criminosos do seu amante, um policial militar, e do primo dele, os quais se encontram devidamente aprisionados.

Os restos mortais do embaixador da República Helênica serão enterrados em 3 de fevereiro, domingo, no cemitério “Ressurreição do Senhor” na 2ª maior cidade do país, que é Thessaloniki, obedecendo os desejos expressos pelos seus familiares, parentes e amigos na Grécia. Enfim, exatamente no horário do meio-dia do dia 3 de fevereiro, todas as pessoas ligadas diretamente a Amoiridis e o povo grego, poderão se despedir daquele que foi o seu representante máximo no país latino-americano. Vale frisar de que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grécia será representado pelo secretário Yannis Amanatidis.

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Algo que vai além dos sentimentos de indignação de todas as pessoas, independente de serem de nacionalidades grega, brasileira ou qualquer outra, é que o caixão com o corpo de #Kyriakos Amoiridis, que começou a sua viagem de retorno à pátria mãe em 11 de janeiro, a partir da do Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro, foi solitário, aliás, não foi sozinho, ele foi acompanhado e coberto pela tradicional e simbólica bandeira azul e branca com a Cruz Ortodoxa da Grécia.

Um pouco antes do embarque foi celebrada uma missa pelas autoridades locais brasileiras e membros do corpo consular grego fixado no Brasil, que sem querer cometer injustiça no esquecimento de algum nome, destacam-se as palavras do cônsul grego da Cidade de São Paulo, Dinos Konstantinou, que acompanhou todo o processo do começo ao fim e se expressou com emoção e poesia em relação ao embaixador dizendo: “Estarás para sempre nos nossos pensamentos. ‘Boa viagem’ amigo Kyriakos”.

No dia 12 de janeiro é celebrada na cidade de Brasília, especificamente no Memorial da Catedral, uma outra missa com a presença de representantes dos governos da Grécia, membros da comunidade grega local, o corpo diplomático da Grécia, o Bispo grego para Buenos Aires na Argentina e toda América do Sul, o Patriarca Tarasios; além, obviamente, de líderes políticos do Brasil. #Crime #Morte