Ana Ruston, nome fictício dado a britânica que sofreu abusos sexuais desde os 15 anos de idade quando foi sequestrada e deixada em cativeiro na Inglaterra.

Hoje após passar por esse trauma e se libertar ela escreveu o livro Secret Slave (Escrava Secreta, em português), onde relata seu drama e como sobreviveu 13 anos presa. Na trama existem ecos do que aconteceu com Elizabeth Fritzl, uma austríaca que passou 24 anos sendo mantida refém pelo próprio pai em um porão, na casa onde ele morava e a estuprava diariamente.

Hoje, após 16 anos que o #Crime ocorreu Anna ainda vive com medo e não consegue dizer quem é o sequestrador, um taxista asiático que ela chama de Malik.

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O ocorrido foi relatado a Samantha Haque, repórter do programa Today da BBC Radio 4.

Anna era uma menina refutada pelos pais, e foi em 1987 que conheceu Malik um taxista bondoso que se tornou seu amigo, e a chamou para tomar um chá em sua casa, onde morava com suas mulheres, irmãos, filhos e sua mãe. Naquela mesma noite Malik pediu insistentemente para que Anna dormisse em sua casa e foi quando tudo começou, a menina foi estuprada na mesma noite.

A menina tinha esperança, e sonhava com o dia em que ele entraria em seu quarto e a mandaria calçar os sapatos para levá-la para fora dali, mas isso nunca chegou a acontecer.

O estuprador a apelidou de "escória branca" e mandava a menina obedecer suas ordens caso contrário sofreria consequências. O homem ainda usava a menina como prostituta e oferecia ela á amigos e parentes próximos, além de estupra-la diariamente e lhe causar maus-tratos.

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Anna teve quatro gestações e todos seus quatro filhos foram entregues para desconhecidos.

Anna passou por algumas internações no hospital, algumas vezes por causa de surras e tentativas de suicídio depois de fugas fracassadas. Ninguém nunca desconfiou do que havia acontecido de verdade e Malik nunca a deixava sozinha, portanto era impossível pedir ajuda.

Foi no nascimento de seu quarto filho que ela conseguiu pedir socorro, quando uma assistente social foi visitar seu filho e ela conseguiu passar um bilhete para a #Mulher, que aceitou ajudá-la.

Em uma ida ao Paquistão, durante o Ramadã, quando os Muçulmanos se juntaram para rezar que Anna encontrou o caminho livre e a porta aberta, a assistente social estava na esquina da rua a sua espera. Hoje Anna tem 44 anos e está livre a 16, as autoridades tentaram interrogá-la, mas a menina ainda teme pela sua vida e se nega a dizer qualquer coisa. #criança