O estupro teria ocorrido no domingo (22), na cidade de Uppsala, próxima à capital sueca, Estocolmo. Os três suspeitos têm idade entre 18 e 24 anos e foram presos pela manhã em um apartamento enquanto ainda estavam com a vitima, uma garota de 18 anos. A polícia chegou ao local graças às denúncias de usuários do Facebook.

Ao chegar ao local do estupro, o vídeo ainda estava sendo transmitido exclusivamente para um grupo fechado com cerca de 10 mil membros. A internauta Josefine Lundgren foi uma das primeiras usuárias a alertar a polícia. De acordo com a internauta, o suspeito de maior idade iniciou o vídeo arrancando as roupas da vitima antes de estuprá-la, munido de uma arma de fogo.

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Segundo Josefine, ao menos sessenta usuários assistiam a transmissão ao vivo e comentavam apoiando o grupo de homens com comentários no Facebook.

Em entrevista coletiva, os investigadores do caso alertam para que os usuários que tenham salvo as imagens da agressão entreguem todo o material para a polícia. O vídeo não se encontra mais disponível na rede social, podendo ter sido apagado pelas autoridades ou pelo próprio Facebook.

A cultura do estupro

Os casos de estupro coletivo vêm crescendo a cada dia em diversos países, como o crime que ocorreu na Argentina e chocou o #Mundo, em outubro de 2016, quando Lucía Pérez , 16 anos, foi atacada por uma gangue de traficantes. Após abusarem da jovem, os criminosos a empalaram e a abandonaram na porta de um Pronto Socorro na cidade de Mar Del Plata, Argentina.

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Casos de estupro coletivo revelam a mentalidade de uma sociedade doente, como afirma a especialista em gênero Viviana Santiago. "Os estupros e a violência cometida contra meninas e mulheres são reflexos de uma sociedade adoecida devido à desigualdade de gênero, o menosprezo pela vida e a falta de empatia ao próximo".

Meninas e mulheres são estupradas pelo simples fato de serem mulheres. O discurso de ódio contra o gênero tem crescido a cada dia devido à ascensão da mulher na sociedade, tornando-a cada vez mais vulnerável a crimes como estes. #culturadoestupro #chegadeviolência