Segundo o The New York Times, a explosão de um #Carro-Bomba teria deixado ao menos 36 mortos em um mercado ao ar livre em Bagdá. De acordo com testemunhas, um homem teria detonado uma caminhonete carregada de explosivos, horas depois de o presidente francês, François Hollande, ter chegado à capital iraquiana.

Após o atentado, o Estado Islâmico (ISIS) reivindicou a responsabilidade pelo ataque

Segundo um policial que esteve no local, o mercado estava lotado de trabalhadores e ainda acrescentou que outras 52 pessoas ficaram feridas.

Durante uma coletiva de imprensa com o Hollande e o primeiro ministro do Iraque, Haider al-Abadi, Haider disse que o terrorista suicida teria fingido querer contratar alguns trabalhadores, assim que as pessoas se reuniram em torno do veículo houve a detonação do mesmo.

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O Estado Islâmico teria reivindicado o ataque por meio de um comunicado publicado em um site, que frequentemente é usado pelo grupo. Esse foi o terceiro ataque em três dias em Bagdá ou regiões próximas.

A explosão teria acontecido em Sadr City, um bairro xiita no leste de Bagdá, que vem sendo alvo de extremistas sunitas desde a invasão feita pelo EUA em 2013.

Milicianos leais ao clérigo xiita Muqtada al-Sadr foram avistados recolhendo corpos em seus caminhões antes de ambulâncias chegarem no local. Corpos espalhados nas ruas ao lado de bancas de frutas e legumes, um micro ônibus cheio de passageiros mortos estava em chamas, esse foi o cenário segundos após explosão.

Proprietário de uma loja de celulares, Assad Hashim, 28 anos, descreveu como os trabalhadores se empurravam em roda do veículo para conseguirem a suposta vaga de emprego.

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"Então deu uma grande explosão, arremessando-os para o ar", disse Hashim, que acabou sofrendo ferimentos leve na mão direita ocasionados por estilhaços da explosão. Ele responsabilizou "as piores forças de segurança do mundo" por não terem conseguido impedir o ataque.

Uma multidão enfurecida protestou contra o governo, um representante de Sadr tentou acalmá-los porém não obteve sucesso. No final do mês passado, as autoridades iraquianas começaram a remover alguns postos de segurança em Bagdá, para facilitar o trânsito na capital, que conta com 6 milhões de moradores.

“Se as forças policiais não podem nos proteger, então permitam que nós nos protegemos”, disse Ali Abbas, 40 anos, que foi arremessado em uma área vegetal pela força da explosão. Na segunda-feira, 02, houve outros bombardeios pequenos espalhados pela cidade, que deixou ao menos 20 mortos e outros 70 feridos de acordo com médicos e policiais da região, eles deram a entrevista em anonimato pois não estavam autorizados a falar com jornalistas.

O departamento de Estado dos EUA condenou o ataque. #Bagdá #Terrorismo