Donald #Trump gabou-se que em sua posse haveria uma multidão "inacreditável", talvez quebrando recordes. Mas fotos aéreas tiradas e divulgadas pelo VOX revelam o contrário. Na comparação com a histórica posse de Barack #Obama, em 2009, o número de pessoas presentes ao evento parece significativamente menor.

Agências federais e locais norte-americanas estimam que um número entre 700 mil e 900 mil pessoas estiveram em Washington na posse de Trump. O número de pessoas é bem menor do que o visualizado na posse de Obama. É também inferior à quantidade registrada na posse de Obama para seu segundo mandato, assumido em 2013. Nesta data, as estimativas oficiais registraram a presença de 1 milhão de pessoas.

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Especialistas informaram a VOX que a contagem oficial final de presentes à posse de Trump levará semanas para ser divulgada. A analista de imagens Allison Puccioni ajudou a estimar o número de presentes à posse de Obama em 2009. Ela informou a VOX que para medir a densidade de pessoas recorreu a fotos tiradas por satélites.

Poucos dias depois, o governo, junto com várias agências federais e organizações de mídia, divulgaram estimativas oficiais que ficaram próximas a análise de Puccioni, que lançou mão também da venda de ingressos além de outras fontes.

Estimativas são sempre falhas

O matemático e professor de jornalismo da New York University, Charles Seife, escreveu sobre métodos de contagem de multidão. Para ele, o melhor método é a utilização de imagens de satélite, quando se trata de um evento que não depende exclusivamente da venda de ingressos.

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“Fotografias aéreas são a melhor maneira... Tirar fotos e contar cabeças, mas mesmo isto é uma fraude", disse Seife a VOX. “Fotos são tiradas num determinado momento e a densidade de pessoas pode mudar no tempo. Não é possível ver todos. Pessoas entram e saem de prédios, entram embaixo de árvores. É possível conseguir uma estimativa, mas não com precisão perfeita", completou.

Estimativas de eventos políticos podem ser especialmente polêmicas, advertiu à VOX Steve Doig, professor de jornalismo da Arizona State University, que trabalha há muitos anos estimando multidões. “Ninguém deve ser surpreendido quando sua informação é ignorada ou se for alegado que se trata de notícia falsa", declarou o especialista. #possenosEUA