No último domingo, 22, além de mais um ato criminoso entrar para as estatísticas, os criminosos decidiram filmar a vítima sendo estuprada em uma transmissão, ao vivo, divulgada no #Facebook.

O caso aconteceu em Uppsala, que fica próximo do norte de Estocolmo. Nem todo mundo viu as cenas do #Crime, mas assim que a notícia chegou aos meios de comunicação local, logo as pessoas ficaram chocadas com tamanha crueldade.

A polícia rastreou os criminosos e chegou em um apartamento, onde havia três homens jovens, nascidos entre 1992 e 1998, que foram presos, e uma mulher. A vítima teria 30 anos de idade.

As facilidades da tecnologia usadas para o mal

A polícia de Estocolmo preservou a imagem e o nome da vítima e ainda não divulgou os nomes dos criminosos presos.

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A população do país nórdico está indignada com o ato e as imagens, por mais que tenham sido retiradas do ar, continuam sendo reproduzidas, uma vez que sempre existem pessoas que realizam download dos vídeos assistidos nas redes sociais.

A exibição do vídeo no Facebook acabou colocando em discussão, mais uma vez, o lado ruim desse tipo de tecnologia ao alcance de todos. Na Índia, em 2016, uma mulher cometeu suicídio depois que foi violentada por quatro homens, que filmaram todo o ato criminoso e divulgaram as imagens no WhatsApp. Em pouco tempo os vizinhos da moça já tinham visto as imagens e ela não suportou a humilhação.

No Brasil, também em 2016, um grupo de homens que violentaram uma adolescente no Rio de Janeiro, divulgaram vídeos e fotos da moça, já inconsciente após o ato. Ela teria sido violentada por 33 homens.

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Devido a repercussão do caso, a moça e sua família receberam o direito de entrar para o Programa de Proteção à Vítima, onde é ofertado uma nova vida para vítimas de violência, com mudança de endereço e em muitos casos, de nome.

Além destes casos de #Estupro, as lives do Facebook têm sido usadas para expor outros crimes e até suicídio. Nos últimos meses, pelo menos 3 pessoas se suicidaram em transmissões ao vivo, em diferentes países. O Facebook garantiu que irá colaborar com as autoridades, remover os vídeos impróprios e excluir as contas dos usuários que publicarem ou compartilharem conteúdos proibidos.