Hamish, agora com quase 50 anos, tinha 12 anos na primeira vez em que se lembra de ter relações sexuais com sua mãe. Ele relata o #incesto. A entrevista foi publicada pelo site australiano news.com.au

"Ela tinha um quarto grande e se nós ficássemos doentes ou algo assim ficaríamos de cama. Um dia ela apenas iniciou o #Abuso. Ela só começou a me tocar e simplesmente saiu do quarto. Os abusos foram aumentando até que com 12 anos tudo começou de verdade".

A mãe o fez pensar que os atos eram normais. "Ela dizia que eu estava crescendo!". Hamish acredita que a mãe, além das doenças físicas que a prendiam em casa (pneumonia e pleurisia), também tinha distúrbios mentais.

Publicidade
Publicidade

Ela dizia que o #sexo curava Hamish de "todas as doenças".

"Era uma boa casa para estar em quando minha mãe estava de bom humor e era uma casa horrível para estar quando ela não estava", diz ele, "ela ameaçava nos matar. Ligaria o gás e mataria todos."

Especialmente quando sua mãe estava doente, Hamish cozinhava, limpava e ia às lojas para comprar comida para a família. "Ela me via como um tipo de relacionamento de fato, não tenho dúvidas disso. Ela dizia que eu era o homem da casa", ele lembra. Enquanto isso, sua mãe o advertiu para ficar calado sobre sua relação sexual. "As pessoas não entenderiam, você nunca pode contar a ninguém", disse ela . A verdade é que Hamish não tinha ninguém para revelar o abuso, e mesmo se ele o fizesse, estava fadado a dividir sua família. "Você está fisicamente e mentalmente preso neste relacionamento e você não pode sair dele".

Publicidade

"Sinto muito por não poder ver que o que ela estava fazendo estava errado", finaliza Hamish.

A psiquiatra que ouviu Hamish descreve cientificamente a situação. Diz que é uma situação incrivelmente confusa para as vítimas porque: "os rapazes ainda amam a mãe" e, assim como Hamish, "eles não querem que a família se separe".

"A sociedade diz que os machos são realmente instigadores de qualquer tipo de relação sexual, então a criança lida com o trauma dizendo a si mesma: "Devo ter realmente motivado isso'", diz ela. Lucetta recrutou os homens para sua pesquisa com relativa facilidade. Isso pode levar a supor que esse tipo de abuso é comum. De forma frustrante, porém, parece não haver dados confiáveis ​​sobre sua prevalência - incluindo o Inquérito de Segurança Pessoal realizado pelo Bureau Australiano de Estatística. Lucetta vê que a falta de dados leva a tanto uma falta de consciência pública e aceitação de abuso sexual de mãe para filho e uma falta de "apoio e assistência a estas vítimas do sexo masculino por profissionais de saúde."

Lucetta entrevistou outros 95 homens e objetiva entender aspectos do abuso de mães aos filhos