De acordo com site do Siberian Times, Mikhail Popkov é um ex-policial e serial killer que já havia sido condenado em janeiro de 2015 por ter cometido 22 assassinatos de mulheres. No entanto, após mais apurações, o Comitê de Investigação da Rússia (equivalente ao FBI americano) revelou que o número de vítimas do ex-policial é muito maior, e pode envolver a morte de 81 mulheres com idades entre 17 e 34 anos – o que faz dele o terceiro pior serial killer conhecido do mundo todo, com menos mortes apenas do que os sul-americanos Luis Garavito e Pedro Alonso López, que mataram, respectivamente, pelo menos 140 e 300 pessoas.

Popkov começou a fazer vítimas em 1992 e continuou assassinando por 18 anos, enquanto ainda era casado.

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Seu modo de agir era sempre o mesmo: primeiramente, o maníaco violentava as mulheres, e então as matava usando machados, facas e chaves de fenda.

As autoridades russas acreditavam que o matador, que foi apelidado de "Lobisomem", havia parado de cometer crimes na década de 2000, após ter ficado impotente ao contrair uma doença venérea de uma de suas vítimas. No entanto, os assassinatos continuaram a acontecer durante mais 10 anos, e ele só foi detido em 2012.

O criminoso evitou sua captura por tanto tempo porque nem mesmo a polícia suspeitava que um de seus próprios integrantes seria um serial killer.

Segundo a porta-voz do Comitê Investigativo de Irkutsk, Karina Golovachev, Popkov já confessou ser o autor de pelos menos mais 59 mortes que eram desconhecidos pelas autoridades. O assassino já está sendo acusado oficialmente por 47 crimes, e outros 12 ainda estão sob investigação.

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O início das mortes

Conforme revelou o Siberian Times, Mikhail Popkov teria afirmado que começou sua vida de crimes após ter suspeitado erroneamente que sua esposa, Elena (atualmente com 51 anos), estaria traindo-o, o que o levou a se vigar de outras mulheres. No entanto, nem Elena e nem sua filha, Ekaterina (29), acreditaram inicialmente nas acusações de assassinato, já que nunca haviam sofrido violência por parte de Popkov.

Atualmente, o serial killer está contribuindo para a solução dos casos investigados, mas pode ser que existam ainda mais vítimas, uma vez que existe a hipótese de que Popkov esteja deliberadamente fazendo suas confissões "aos poucos", para poder atrasar o seu julgamento e evitar o início do cumprimento de sua prisão perpétua em uma colônia penal rígida.

Mesmo assim, o assassino não nega seus crimes de forma alguma. Ainda de acordo com o Siberian Times, em uma audiência no tribunal em Irkutsk, o juiz Pavel Rukavishnikov perguntou quantas mulheres Popkov tinha matado.

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Ele respondeu que não podia dizer o número exato, já que não "mantinha um registro" do número de homicídios, mas completou afirmando que admitia completamente sua culpa, e que as mortes foram guiadas por suas "convicções interiores".

Essas "convicções interiores" de Popkov referem-se ao que ele disse às autoridades após ter sido detido em 2012, quando afirmou que estava matando mulheres para poder "limpar as ruas de prostitutas". #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia