O sociólogo polonês Zygmunt Bauman faleceu nesta segunda-feira (9), na cidade de Leeds, na Inglaterra, de causas não divulgadas, aos 91 anos de idade.

Um dos maiores intelectuais da atualidade, considerado um dos melhores pensadores do século XX, Bauman criou o conceito de modernidade líquida, em que os valores da sociedade atual (moderna) se deterioram, se modificam e se rearranjam com extrema facilidade, são de intensa flexibilidade, e se adequam a todos os parâmetros de análise e conhecimento humano: a política, a economia, as artes e as relações.

Em 2003, Zygmunt Bauman lançaria um de seus maiores sucessos: Amor líquido, em que analisa as relações dos tempos atuais de acordo com o conceito da modernidade líquida.

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Os amores, as relações, tal como os valores se rearranjam, se formam e se deterioram com velocidade e fluência, segundo a visão do sociólogo.

As obras de Bauman também abordam temas como globalização, pós modernidade, hermenêutica, socialismo, classes sociais, capitalismo e suas contradições e mazelas, o Holocausto dos judeus e o consumismo desenfreado. Trabalhava há mais de trinta anos como professor de Sociologia na Universidade de Leeds, em que era catedrático.

Seus trabalhos mais conhecidos no Brasil, país em que vendeu mais de 350.000 exemplares, são "Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos", "Modernidade Líquida", "Vida Líquida" Tempos Líquidos" entre outro, publicados aqui pela Editora Zahar.

Recebeu prêmios como Príncipe das Astúrias de Comunicação em 2010, Prêmio Amalfi de Sociologia e Ciências Sociais.

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Histórico de Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman nasceu na Polônia, em 19 de novembro de 1925, na cidade de Poznan. Para fugir dos Nazistas, em 1939, ele e sua família fugiram do país para a União Soviética, onde alistou-se no Exército Polonês sob comando russo. Depois, lecionou Filosofia e Sociologia.

Filiou-se no Partido Comunista aos 19 anos, do qual saiu em 1967. Durante 15 anos foi perseguido, proibido de lecionar na Polônia e teve seus livros censurados. Em 1968, por ser judeu, foi para Israel com sua esposa, Janinem lecionar na universidade de Tel Aviv.

Depois de lecionar nos EUA e no Canadá, em 1971, fixou-se em Leeds. #Mundo #Zigmunt Bauman #Obituário