A morte do bebê Mohammed Shohayet, de apenas um ano e quatro meses, gerou comoção no mundo inteiro. A foto da criança morta, próxima às margens de um rio na República da União de Myanmar, virou notícia em todo o planeta.

A criança fazia parte de uma família que fugia para Bangladesh com medo da perseguição em Mianmar. Com o naufrágio da embarcação, morreram o bebê, sua mãe, irmão e um tio. O único que sobreviveu foi o pai, o senhor Zafor Alam.

De acordo com uma pesquisa, desde outubro de 2016, mais de cinquenta mil muçulmanos rohingyas fugiram do exército; essa região muçulmana é uma das que mais sofrem com a perseguição do governo birmanês.

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Os muçulmanos rohingyas são considerados imigrantes ilegais e relatam que são torturados até a morte e abusados sexualmente pelo exercito birmanês, mas o governo local nega todas as acusações e afirma que está tudo controlado.

Zeid Ra´ad Al Hussein, um alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirmou em dezembro que as atitudes do governo birmanês são "totalmente insensíveis".

Em 2015, um caso semelhante ao do bebê Mohammed também teve uma grande repercussão. Trata-se da morte do menino Aylan Kurdi, de apenas 3 anos, cujo corpo apareceu em uma praia turca; O pequeno sírio também foi vitima de um naufrágio enquanto sua família tentava fugir de uma perseguição.

O caso de Aylan representou milhares de pessoas da África e do Oriente Médio que fogem para a Europa na tentativa de se livrar das guerras em seus países.

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O assunto gerou uma discussão mundial através de redes sociais e outros veículos de comunicação, e trouxe também ameaças para a política da Europa desde que o continente passou a aceitar os imigrantes.

Esses casos trazem um ponto importante e preocupante no #Mundo. Atualmente, existe uma grande migração de refugiados, talvez a maior desde a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com a Organização Internacional das Migrações, aproximadamente duas mil pessoas morreram por ano no mar na tentativa de fugir para Europa.

Essas tentativas de fuga acontecem por meio de embarcações superlotadas ou em pequenos botes onde não há itens de segurança suficientes. #Bebê #refugio