A afirmação é dos cientistas atômicos responsáveis pelo monitoramento do Relógio do Apocalipse, desenvolvido em 1947 por especialistas que trabalhavam no Projeto Manhattan – originário da primeira bomba atômica.

O relógio é uma forma simbólica para representar o “fim do mundo”, sendo que meia-noite é o horário derradeiro do “dia do juízo final”. Ou seja, quanto mais perto os ponteiros estão dessa hora, mais próximos estaremos da aniquilação total.

Embora desde 2015 ele marque três minutos para a meia-noite (23h57min), um recente comunicado dos cientistas atômicos à imprensa, informa que a partir desta quinta-feira (26), os ponteiros avançam um minuto, ficando apenas a dois minutos da extinção total (23h58min).

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Segundo o jornal londrino The Telegraph, a última vez que o aparelho marcou esse tempo foi em 1953, quando os Estados Unidos atualizaram o arsenal nuclear com a bomba de hidrogênio.

No entanto, com o passar das décadas, cientistas agregaram novas ameaças à Terra, além de uma possível hecatombe nuclear. Agora, eles também avaliam as mudanças climáticas, o bioterrorismo e a inteligência artificial, como possíveis protagonistas do fim da humanidade.

Em comunicado emitido no domingo, pesquisadores envolvidos na manutenção do equipamento explicam que o aumento das discordâncias entre EUA e Rússia, entre outras circunstâncias, evidenciam a proximidade do “fim”.

“As tensões entre os Estados Unidos e a Rússia, que permanecem em níveis remanescentes da Guerra Fria, o perigo representado pelas mudanças climáticas e as preocupações de proliferação nuclear - incluindo o recente teste nuclear norte-coreano - são os principais fatores que influenciam a decisão sobre qualquer ajuste que pode ser feito para o relógio Doomsday", avaliam.

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No aviso, cientistas ainda ressaltam que as duas maiores potências nucleares têm 800 ogivas em “alerta máximo”, prontas para serem lançadas.

O boletim oficial da mudança dos ponteiros ocorre às 15h30min GMT de quinta-feira. Está e a segunda vez que o mundo se aproxima da aniquilação global.

Abaixo, veja o sinistro discurso do “pai” da bomba atômica, Julius Robert Oppenheimer (1904-1967).

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