O creme de avelã da Nutella possui milhares de consumidores ao redor do mundo. Mas, infelizmente, o consumo deste produto está ameaçado, tanto na Itália, como nos demais países da Europa. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, órgão que atua na fiscalização dos alimentos produzidos na Europa, acabou confirmando que existe um produto cancerígeno presente na fabricação da Nutella. Esse produto seria o óleo de palma refinado.

Uma matéria publicada pelo jornal inglês ''Idependent'' explica que o óleo de palma, quando aquecido a uma temperatura superior a 200ºC, pode aumentar o risco para formação de tumores. De acordo com especialistas, o risco de câncer ainda não foi definido com exatidão, mas estima-se que a quantidade descrita, seja considerada perigosa para a saúde.

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De acordo com especialistas, há provas suficientes que comprovem que a substância glicidol genotóxico, seja responsável pelo desenvolvimento de inúmeros cancros, explica Helle Knutsen, presidente da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar.

Empresa fabricante da Nutella se defende das acusações

A #Indústria de alimentos Ferrero S/A, responsável pela produção e distribuição da Nutella, acabou contestando os testes realizados. Em nota, a empresa afirma que a saúde dos seus consumidores está em primeiro lugar. A empresa afirma ainda, que seus produtos são 100% seguros. Mas se retirar o óleo de palma de sua fórmula, o produto acabará se tornando muito inferior ao atual, explicou Vincenzo Tapella, gerente do departamento de vendas da Ferrero, em entrevista a agência Reuters.

O produto pode ser trocado pelo óleo de girassol, entre outros.

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Mas a simples troca poderá custar um prejuízo de 20 milhões de euros por ano. A Ferrero explica que o óleo de palma é responsável por dar certa cremosidade ao creme de avelã, no período em que o produto permanece nas prateleiras da Nutella. A substituição por outro produto, como o óleo de girassol, certamente acabará alterando as características do creme.

“Fabricar a Nutella sem óleo de palma, ocasionará em um alimento inferior ao atual. Isso será um retrocesso para a empresa”, explicou Vincenzo Tapella.

A campanha de marketing da Ferrero acabou gerando críticas políticas

O partido político Cinco Stelle entrou com um pedido no Ministério Publico da Itália, onde acusa a Ferrero, divulgando propaganda enganosa. As fabricantes do óleo de palma na Malásia e na Indonésia explicam que a Ferrero executa uma ação importante nesses países. Segundo Yusof Basiron, representante do Conselho Malaio de Óleo de Palma, ele acredita que os produtores da Malásia não serão afetados pelos impactos das exportações, caso a Ferrero deixe de importar o óleo de palma. #alimentos que fazem bem #Alimentação Saudável