A Procuradoria de Justiça dos Estados Unidos chocou o mundo com uma imagem divulgada hoje em redes sociais. Escondidos em um #colchão, foram achados nada menos do que 20 milhões de dólares, que equivalem à cotação desta terça-feira (24), a cerca de R$ 64 milhões.

A quantia encontrada no colchão estava no apartamento de um brasileiro, Cleber Rene Rizerio Rocha, 28 anos, na cidade de Westborough, estado do Massachusetts. O órgão de justiça americano acredita que o dinheiro é proveniente de lavagem de recursos vindo de uma atividade ilegal que ficou muito conhecida no Brasil e nos Estados Unidos e que prejudicou muita gente.

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A suspeita recai sobre atividades ilegais envolvendo a "#TelexFree" que recentemente explicamos como funcionava. O esquema de pirâmide movimentou cerca de U$1 bilhão, ou mais de R$3 bilhões numa atividade que supostamente vendia serviços de Voz sobre IP (VOIP). O VOIP seria a telefonia pela internet.

O site "ABC News" divulgou informação da justiça americana confirmando que a "TelexFree" era pirâmide. Em 2012, um dos sócios da empresa, o americano James Merril, que operava em Marketing Multinível (MMN) desde 2012 admitiu que era culpado da acusação de "fraude e conspiração" à justiça de Massachusetts. O outro sócio era brasileiro, Carlos Wanzeler. Agora, as autoridades vão investigar baseadas nas denúncias do Ministério Público e nas provas coletadas na casa de Cleber a verdadeira origem do dinheiro.

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O dinheiro foi descoberto quando a polícia invadiu a casa de Cleber Rocha e começou a executar o mandado de busca e apreensão. Cléber já era investigado no caso da "TelexFree" e agora foi preso sob as acusações de "conspiração e #Lavagem de dinheiro". Pelos crimes, ele pode ser condenado a 20 anos de prisão.

Caso "TelexFree"

A empresa cujos sócios eram Carlos Wanzeler, brasileiro, e James Merril, americano, comercializava produtos de Voz sobre IP (telefonia na internet). Entretanto, o objetivo, como descoberto pelas autoridades americanas, era lesar os participantes da pirâmide.

Cada membro entrava no "esquema" pagando uma certa quantia e começava a divulgar os serviços. A cada novo membro divulgador ou a cada venda, aquele participante que promoveu as ações ganhava um percentual do que havia sido arrecadado. E quem mais fosse entrando no esquema, a promessa era a mesma. Entretanto, num determinado momento, os "donos do negócio" pararam de repassar as comissões aos afiliados. Foram meses de esperança e nenhum pagamento. Ao final, estima-se que o esquema tenha movimentado U$1 bilhão.