O fenômeno da globalização de fato conseguiu ir ao encontro de todas as frentes da sociedade humana, o que pode ser entendido como uma verdade absoluta até mesmo no que diz respeito à indústria mortífera da #Guerra, onde cidadãos de diferentes países e que não são originários do local do conflito, estão lá para defender o que chamam de liberdade, ideologia ou qualquer outro adjetivo que possa ser utilizado. São, muitas vezes, mercenários pagos com dinheiro “sujo” da indústria da morte e da corrupção ou, outras vezes, são somente jovens idealistas que buscam dar um sentido às suas vidas. Um exemplo claro é o caso do brasileiro Rafael Marques Lusvarghi, que lutou do mês de setembro de 2014 até novembro de 2015 lado a lado com novo exército da República Popular de Donetsk, região geograficamente pertencente à Ucrânia, mas que luta pela independência e é a favor da Rússia.

Mais recentemente, o periódico russo “Vzglyad” veiculou que os prisioneiros de guerra, entre eles o brasileiro, estariam sendo torturados psicológica e fisicamente pelo governo ucraniano no poder atualmente, o que levou a agência de notícias Sputnik Brasil a querer investigar o que de fato está acontecendo.

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Para tanto, a Assessoria de Imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi acionada, para que trouxesse maiores esclarecimentos sobre a prisão de Rafael; porém, a resposta do órgão se reservou unicamente a dizer que: “o setor Consular da Embaixada do Brasil em Kiev tem acompanhado o caso do brasileiro Rafael Marques Lusvarghi desde sua detenção por autoridades ucranianas”. A Assessoria disse ainda que os agentes consulares do Brasil estão atentos às necessidades do jovem e, para tal, mantém contato com os defensores de Lusvarghi tanto no Brasil quanto com o advogado ucraniano e, por fim, segundo as autoridades brasileiras, Rafael não se queixou de nenhuma espécie de coação física ou emocional, mas as mesmas fontes se isentaram de dizer quando o combatente brasileiro foi visitado por elas pela última vez.

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Por outro lado, o também brasileiro Raul Athaide, que esteve nos combates junto de Rafael, não tem tanta certeza de que o amigo não esteja sendo torturado. A mesma posição adotou Daniel Eduardo Candido, advogado de Rafael no Brasil, já que o canal de comunicação com o preso é quase nenhum.

Raul revelou que Rafael, no Brasil, era professor de idiomas, mas não conseguiu emprego e foi parar na região leste da #Ucrânia. O retorno do brasileiro àquele país, para Raul, não passou de uma grande armadilha, onde lhe foi ofertada uma proposta de serviço a partir de Londres, para que ele atuasse como segurança de grandes embarcações. Rafael recebeu finalmente da empresa “Omega” os tickets de viagem, chegando ao destino final de Kiev, sendo preso na sequência do desembarque pelo Serviço Secreto da Ucrânia.

Sobre o brasileiro pairam as acusações de ações terroristas por ele praticadas, bem como outros crimes de guerra e até estupros contra cidadãs ucranianas, o que é desmentido veementemente pelo advogado do jovem aqui no Brasil, ressaltando que Rafael não tem nenhum problema com a Justiça brasileira.

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O resumo de tudo isso é que Lusvarghi foi condenado no dia 25 de janeiro de 2015 a 13 anos de reclusão, já que seus acusadores fizeram questão de dizer que Rafael combateu em Debaltsevo e no aeroporto de Donetsk. Quais serão os próximos capítulos dessa triste história, somente o tempo poderá fornecer as respostas.

Cenas reais de combate na Ucrânia

#Russia