Para quem está mais atento ao fim da era Barack #Obama como presidente, viu no fim de 2016 o presidente quase causar uma crise diplomática com a Rússia após expulsar dos Estados Unidos 35 diplomatas russos. A acusação partiu da informação de que o governo russo teria influenciado os resultados da eleição presidencial, vazando diversos e-mails de Hillary Clinton e do pessoal de sua campanha no site Wikileaks.

A acusação de que Donald Trump teria uma parceria com o presidente russo, Vladimir #Putin, começou durante a corrida à Casa Branca, quando, o na época candidato à presidência, falava em tentar acalmar os ânimos dos russos e até entrar em parceria com eles para derrotar o Estado Islâmico.

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Além do mais, muitos veículos de comunicação colaboraram com a popularização dessa teoria ao dizer que Trump teria pedido aos russos para que achassem os mais de 30 mil e-mails de Hillary que foram deletados.

Autoridades contradizem a versão de Obama

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, em um evento do site Político, disse: “Nós não vimos qualquer tipo de interferência técnica para que as pessoas fiquem preocupadas com as máquinas de votação.”

Grupos de inteligência dos EUA também estão insistindo na tese da invasão russa. Porém, quando foram chamados por congressistas para apresentar os relatórios com provas da invasão de #hackers russos, ninguém apareceu. Logo depois foi dada a seguinte declaração para explicar a causa da ausência:

“É inaceitável que os diretores da Comunidade de Inteligência não cumpram com o pedido de ir amanhã no Comitê de Inteligência do Congresso para sermos informados sobre os ciberataques que ocorreram durante a campanha presidencial.

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O Poder Legislativo é constitucionalmente investido de responsabilidade de supervisão de agências do Poder Executivo, que são obrigadas a cumprir com os nossos pedidos. O Comitê está examinando vigorosamente os relatos de ciberataques durante a campanha eleitoral, e, em particular, queremos esclarecer os relatórios da imprensa de que a CIA tem uma nova avaliação que não compartilhou conosco".

Quem também disse que ainda não há provas sobre a invasão russa foi o diretor de Inteligencia Nacional, James Clapper. Ao falar sobre a possível parceria entre os russos e o dono do Wikileaks, Julian Assange, ele disse que não havia provas suficientes para mostrar alguma ligação entre ambos.

A declaração de McAfee

O programador e fundador do McAfee, John McAfee, também deu uma declaração sobre o caso: “Parece que os russos fizeram isso, então posso garantir que não foram os russos”. Ele falou que o relatório do FBI era uma falácia, dizendo que os hackers podem falsificar sua localização, sua linguagem e quaisquer marcadores que possam levar de volta a ele. "Se eu fosse chinês, eu ia querer parecer que foram os russos que fizeram isso. Eu usaria o idioma russo dentro do código, gostaria de usar técnicas russas para invadir a organização".