Como já era de se esperar, o novo presidente americano Donald #Trump causou polêmica logo em suas primeiras semanas no comando dos #Estados Unidos. Na última sexta-feira, o vencedor das últimas eleições norte-americanas emitiu um polêmico decreto que prevê a suspensão durante 120 dias do programa de admissão de refugiados. Ao mesmo tempo, congela a entrada nos EUA de cidadãos oriundos de sete países muçulmanos: Síria, Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.

A nova decisão do governo americano também proíbe a entrada de refugiados sírios no país, o que pode causar um grande choque global tendo em vista o alto fluxo de imigrantes oriundos da Guerra Civil na Síria nos Estados Unidos.

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Desde o início da disputa na Síria, em 2011, aproximadamente 18 mil cidadãos se refugiaram em terras norte-americanas. Para efeito comparativo, o governo Barack Obama, de 1° de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016, recebeu 84.994 refugiados de diferentes nacionalidades. Trump, em 2017, trabalha com a possibilidade de receber menos da metade desse número.

A população dos EUA, em sua maioria, não recebeu bem os #decretos migratórios assinados por Trump. Por entender que eles são pautados pela discriminação, muitos americanos foram às ruas protestar contra a decisão nos últimos dias. Protestos, bem como detenções, ocorreram em aeroportos do país logo após a assinatura dos decretos. Em sua defesa, Trump negou que esteja perseguindo os muçulmanos em comunicado neste domingo. Garantiu, por outro lado, que está preocupado com a segurança dos cidadãos norte-americanos.

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"A mídia está, de maneira falsa, relatando que o objetivo deste decreto é perseguir os muçulmanos, o que não é verdade. Não se trata de religião. O que queremos é manter nosso país seguro e livre do terrorismo. Há mais de 40 países ao redor do mundo de características muçulmanas que não foram afetados por esta nossa política. Voltaremos a emitir vistos a todos os países, assim que revisarmos e implementarmos políticas mais seguras dentro dos próximos 90 dias", prometeu Trump.

Trump também comentou sobre os sete países que não poderão mais enviar cidadãos para os Estados Unidos, casos de Síria, Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Ele lembrou que o ex-presidente Barack Obama, seu antecessor, já havia elencado estas nações como potenciais fornecedoras de terroristas e, por consequência, fontes de perigo às Américas.

"Somos orgulhosos de nossos imigrantes e seguiremos acolhedores àqueles que fogem da opressão, mas faremos isso enquanto protegemos nossas fronteiras e nossas pessoas.

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Essa política é semelhante à de Obama em 2011, quando proibiu vistos a refugiados do Iraque por cerca de seis meses. O governo Obama identificou esses sete países (afetados pela ordem executiva de Trump) como fontes de terror", explicou.

O Chefe de Gabinete de Trump, Reince Priebus, no entanto, não descartou que outros países sejam acrescidos à lista dos sete.

"Talvez outros países entrem nessa ordem executiva futuramente (...)", disse, para explicar a rigidez no controle das fronteiras: "Se um norte-americano for à Líbia e voltar, é provável que terá de enfrentar mais questionamentos ao chegar no aeroporto", resumiu.