O presidente americano #Donald Trump mal tomou posse na sexta-feira (20), e já está colocando em ação seus planos para a realização de uma de suas mais comentadas promessas de campanha: a construção de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o #México, para conter a imigração ilegal que, segundo ele, está trazendo vários problemas para os #EUA, como alto fluxo de drogas, criminosos e estupradores. Trump assinou ontem (quarta-feira, 25), o decreto que autoriza o início das obras do muro na fronteira entre México e EUA.

''Uma nação sem fronteiras não é uma nação'', disse ele, logo após assinar o documento. Trump assinou também outro decreto para reforçar a segurança na fronteira, expandindo centros de detenção, aumentando os agentes na região e suspendendo a transferência de verbas federais para as ''cidades-santuário'' de imigrantes, locais que protegem imigrantes ilegais e impedem sua deportação, como Chicago, Los Angeles e Nova York, por exemplo.

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Segundo Sean Spicer, o porta-voz da Casa Branca, Donald Trump pretende seguir com a promessa completa: o México terá que pagar pela construção do muro, que terá cerca de 3.200 km de extensão e custo estimado em 8 bilhões de dólares, algo com que as autoridades mexicanas não estão de acordo. Mas Trump afirma que os mexicanos pagarão pela obra, de um jeito ou de outro - talvez sob a forma de uma renegociação de um acordo comercial entre os países, ou até em forma de impostos ou tarifas de fronteira.

O presidente norte-americano deve reunir-se com o presidente mexicano Enrique Peña Nieto no dia 31 de janeiro.

De acordo com uma entrevista de Trump à ABC News, o planejamento do muro começará imediatamente e sua construção deve ser iniciada em alguns meses.

Na prática, já existe um ''muro'' físico - obstáculos como cercas de metal - que se extende por cerca de um terço da fronteira e foi construído e reforçado pelos presidentes anteriores.

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Outro terço da fronteira possui ''muros'' tecnológicos - com câmeras, sensores térmicos, raios X e agentes fronteiriços. Essas barreiras não estão dispostas de forma contínua, mas em pontos onde a imigração ilegal seria mais intensa. Ainda não está claro como Trump pretente completar estes muros ou reforçá-los.