Apesar dos temores relacionados à segurança, a quantidade de turistas no mundo somou 4% em 2016, graças ao impulso da Ásia e ao desempenho do continente americano, apresentou nesta terça-feira (17) a Organização Mundial do #Turismo (OMT).

Aproximadamente 1,235 bilhão de turistas viajaram pelo mundo em 2016 - 46 milhões a mais do que no ano anterior - indicando o 7º ano consecutivo de desenvolvimento desde 2009, após a instabilidade financeira mundial, de acordo com dados apresentados pelo organização.

O continente americano "estabeleceu os sólidos resultados apontados nos dois anos antecedentes", para um acréscimo do número de turistas de 4,3%, superior a da média mundial, apontou o apresentação da OMT, com sede em Madri.

Publicidade
Publicidade

Com um montante de 201 milhões de turistas em 2016 (8 milhões acima do que em 2015), o continente reteve 16,3% do montante de viajantes internacionais.

O melhor registro foi na América do Sul, com alta de 6,3%, acompanhado de América Central (+6,1%), Caribe (4,3%) e América do Norte (3,6%), apesar de essa última ter concentrado com folga a maior parte dos turistas (132,2 milhões).

"O turismo apresentou potência e resistência extraordinárias nos anos correntes, apesar de numerosos desafios, em particular relacionados à segurança", disse Rifai.

De fato, os receios pela segurança em alguns países europeus fizeram com que a região em seu conjunto atrasasse seu crescimento a 2% em 2016, porém continua sendo a região mais visitada, com 620 milhões de turistas.

Os resultados europeus foram "muito simultaneamente", já que enquanto alguns destinos tiveram "uma taxa de progresso de dois dígitos, outros não tiveram modificações", afirmou Rifai.

Publicidade

A Europa do Norte e Central mostraram progressos (+6% e +4%, respectivamente), mas no sul da Europa, na região mediterrânea, o progresso foi de somente 1,4%, enquanto que a Europa Ocidental recuou 0,4%.

O governo da Espanha, que continua a salvo dos atentados, divulgou na semana passada que em 2016 bateu o recorde de 75,3 milhões de visitantes, ao se favorecer em grande medida de turistas que evitaram destinos rivais maltratados por atentados. #Economia