Videntes e charlatanismo sempre foram palavras associadas desde a época dos povos ciganos, na Roma antiga. Não é regra, mas há o estigma. E no #Japão o estigma se concretizou! Uma #Vidente foi condenada a indenizar uma cliente em cerca de R$ 3 milhões por danos materiais e morais. A história que parece absurda mas é real, aconteceu na cidade de Tókio e ganhou conhecimento após a decisão da justiça. O Tribunal Distrital de Tóquio sentenciou a multa, baseado na denúncia de que a "suposta vidente" controlava os pensamentos da mulher que foi coagida a trabalhar como #Prostituta.

Para o juiz do caso, Dr. Sotaro Tomuro, a ação da advinha era baseada em instaurar medo na cabeça da vítima, fazendo-a acreditar que estaria sempre em grande dívida financeira com a ré.

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Essa lavagem cerebral fez com que a vítima se despisse de pudor e passou a executar qualquer comando da vidente para quitar sua dívida. Ela tinha medo das possíveis consequências de não pagar o que devia a charlatã.

A vítima, segundo consta nos autos, entregou "fortunas" a vilã em nome do medo. Em sua sentença, o juiz Sotaro cita que a mente da vítima era governada pela ré e perdeu completamente sua personalidade, passando a ser guiada e coagida exclusivamente por sua mentora. "Estava essencialmente perdida", completa o magistrado.

E o motivo de ter sido induzida a tal trabalho é mais estranho ainda.

Tudo começou em 2008, quando a vítima procurou a adivinha para auxílio espiritual após seu divórcio. Os "trabalhos" realizados foram ficando mais caros a cada momento que se passava, até que a solução foi vender tudo e se mudar para a casa da vidente em Tókio em 2011.

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Sem dinheiro e "perdida" a moça teve que se prostituir e todo o dinheiro que ganhava no bordel era destinado a sua guia espiritual. Chegou a relatar ao juiz que vivia com o equivalente a menos de R$ 5 por dia.

A vidente chegou a "inventar" problemas em sua casa, para ganhar mais dinheiro da moça. Tudo durou até 2013 quando o caso foi parar na justiça.

A vítima disse no tribunal que estava incapacitada moralmente de decidir sobre a sua própria vida, fato que ficou comprovado pelos montantes financeiros repassados. Não cabe recurso.