A vitória de Donald Trump a Presidência dos Estados Unidos, como era de se esperar, continua rendendo polêmicas, e a maior é a suspeita da campanha do governo russo para denegrir a imagem da candidata democrata Hillary Clinton perante o povo norte-americano. Foi apresentado um relatório do serviço secreto americano que apresenta uma clara preferência do presidente russo Wladmir #Putin pela vitória de Donald #Trump. Isso pode ter varias razões.

Hillary Clinton foi acusada por Putin de ter incitado os protestos antigoverno russo entre 2011 e 2012, e apesar da aparente boa relação dele com Barack #Obama, a senadora nunca caiu em suas graças.

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Outro motivo são as declarações de Trump de trabalhar ao lado do governo russo em seus objetivos principalmente no que diz respeito a Síria e a Ucrânia, o que seria algo histórico se tratando de duas nações que, desde a guerra fria, tem suas relações extremamente instáveis.

O que diz o relatório bombástico

O relatório americano não traz provas concretas sobre o papel de Putin na campanha contra Hillary, mas as ações seriam:

- Hackear e-mails de contas do Comitê Nacional Democrata e de membros da alta cúpula do partido.

- Usar intermediários como Wikileaks e Guccifer 2.0 para publicar informações obtidas com o hackeamento.

- Fazer uma campanha patrocinada pelo Estado e pagar usuários de mídias sociais ou "haters" para fazer campanha negativa da candidata, com comentários desagradáveis sobre ela, muitas vezes nem verdadeiros.

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Os nomes dos agentes russos responsáveis pelo hackeamento já estariam em poder do governo norte-americano, mas ainda não foram divulgados.

Trump divulgou uma nota dizendo que cultiva um imenso respeito e admiração pelo serviço de inteligência americano, mas fez questão de ressaltar que isso não teve nenhum efeito na sua vitória, e que vai elaborar um plano dentro de 90 dias para combater todos esses ataques cibernéticos.

O governo russo nega todas as acusações. Essa é mais uma página no complicado relacionamento russo/norte-americano, que recentemente teve o asilo para Edward Snowden, o relator do escândalo do Wikileaks.