31 de dezembro - noite de Ano Novo em Istambul, na Turquia, e a badalada casa noturna Reina estava lotada. Entre as centenas de convidados para a festa deveria estar a jogadora brasileira Thaísa, central do Eczacibasi, uma das forças do #Vôlei mundial. O marido da atleta, o jornalista Guilherme Pallesi, havia planejado que o casal passasse a virada do ano naquele local, mas Thaísa disse que, a caminho da boate, “teve uma intuição”e preferiu desistir .

Ao tomar conhecimento do atentado terrorista, que deixou 39 pessoas mortas e 69 feridas, a brasileira disse ter ficado arrepiada e com um vazio no estômago. Depois, segundo ela, veio a sensação de alívio.

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Longe da família no Brasil, no último momento a atleta optou por ficar em casa e não passou pelo trágico acontecimento, pouco tempo depois reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).

A jogadora diz que o ataque terrorista gerou enorme preocupação dos fãs do casal e inúmeras manifestações de apoio nas redes sociais. Apesar do enorme susto, ela garante que não vai mudar sua rotina, indo a restaurantes e shoppings, como sempre fez. Os treinos no Eczacibasi também continuam normalmente. A mãe da jogadora apenas pediu que Thaísa evite locais com grande movimentação de turistas.

Com calma e frieza, ela alega que tem mais medo de andar no Brasil do que em Istambul. Na avaliação da atleta, já no dia seguinte ao ataque, a vida na cidade seguiu a rotina, com as ruas cheias e o comércio aberto. Para ela, na Turquia acontecem apenas “casos pontuais”de violência, como o vivido no Ano Novo.

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Em entrevista ao jornal “O Globo”, Thaísa afirmou que, já a caminho da boate, no último instante pediu ao marido para que não entrassem no local. A atleta disse que decidiu voltar para casa ao ter uma “visão de uma imagem muito escura e fria da balada. Dava arrepios”, contou. O ataque do grupo terrorista aconteceu na madrugada de domingo. Um atirador invadiu o clube e disparou em direção à multidão que comemorava a chegada do Ano Novo. Naquele momento, a boate tinha um público calculado em 600 pessoas. #2017 #Terrorismo