Atualmente, o que mais se lê na internet são matérias sobre os ataques que estão ocorrendo na #síria. Mas, apesar de ter grande repercussão, poucas pessoas de fato sabem o que levou o país inteiro a devastação total.

Para começar, é importante lembrar que a Síria é comandada por Bashar Al-Assad, que sucedeu seu pai, Hafez Al-Assad, nos anos 2000. Apesar de ser um país democrata, percebemos que a democracia não é muito cultuada na Síria, pois é a mesma família que a comanda por mais de 40 anos.

A população síria sempre queixou-se de um alto nível de desemprego, corrupção em larga escala, falta de liberdade política e repressão pelo governo Al-Assad.

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E foi em março de 2011, na cidade de Daara, após a prisão de adolescentes que haviam pintado frases revolucionárias no muro de uma escola, que uma parte da população foi as ruas para protestar de forma pacífica contra o presidente, em busca de melhores condições. Mas Bashar Al-Assad não aceitou esta situação e mandou o exército exterminar todos aqueles que estavam contra ele.

Participação do Estado Islâmico

O cenário ficou pior com o surgimento do Estado Islâmico, que se aproveitou do caos e tomou controle de grandes áreas da Síria e do Iraque, onde proclamou em junho de 2014 a criação de um "califado", ou seja, um processo de escolha de um líder para muçulmanos ao redor do mundo .

Os integrantes do EI estão numa "guerra dentro da guerra" na Síria, onde enfrentam rivais e rebeldes jihadistas da Frente al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, e também o governo.

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Este conflito deixou de ser apenas uma disputa entre grupos pró e anti Assad. Com o avanço do EI, criou-se uma nova dimensão de guerra.

Envolvimento das potências internacionais

Nenhum conflito deste porte acontece se não tiver Rússia ou os EUA envolvido. Os Estados Unidos culpam Assad pelas atrocidades cometidas no conflito e exigem que ele deixe o poder, como pré-condição para a paz. Já a Rússia apoia a permanência de Assad no poder, o que é extremamente importante para defender os interesses de Moscou no país.

Junto com os Estados Unidos estão França, Reino Unido, Turquia e Arábia Saudita contra o governo de Al-assad.

O mais curioso é que os EUA estão contra o EI, que por sua vez é contra o governo Assad. Já a Arábia Saudita, que é aliada do Estados Unidos contra o governo Assad, apoia o EI, pela questão religiosa. Ou seja, esta guerra é de todos contra todos, incluindo as grandes potências.

Civis sírios

Infelizmente, estima-se que mais de 400 mil civis foram mortos e o número de refugiados ultrapassa a marca dos 4 milhões.

Cerca de 10% deles buscam asilo na Europa, o que provoca divisões entre os países do bloco sobre como dividir essas responsabilidades.

Pessoas preferem arriscar suas vidas, seja em botes infláveis ou em situações precárias, do que permanecer na Síria.

Uma situação extremamente alarmante.