Os médicos costumam dizer que nós somos o que comemos. Por isso, é sempre importante prestar atenção no que estamos ingerindo. Essa preocupação é ainda maior, quando falamos das #crianças. Em fase de crescimento, elas necessitam de substâncias essenciais, que vão de vitaminas ao cálcio.

No entanto, nem todas as famílias têm condição de dar uma alimentação digna aos seus pequenos. Muitas vezes, infelizmente, isso acaba até em #Morte, como mostra uma reportagem publicada nesta quinta-feira (2) pelo site da revista Veja.

De acordo com ela, uma doença tem intrigado os médicos da Índia. Isso porque a região Bihar, no nordeste do país, registra a morte de centenas de crianças por ano.

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Isso já acontece há pelo menos duas décadas, o que eleva o número de falecimentos dos pequenos aos milhares.

A situação fez com que cientistas investigassem o que houve e tudo está agora o resultado foi publicado na revista científica The Lancet. Foi revelado nesta semana que as milhares de crianças morreram porque comeram um alimento popular no país, a lichia, com o estômago vazio.

Ela acomete crianças até então sadias e provoca de perda de consciência à convulsões. De acordo com o estudo, quase metade das crianças que adquire o mal morre, o que mostra uma mortalidade extremamente alta. Isso também é explicado porque a Índia, em muitas regiões, não tem os recursos necessários para o tratamento do mal.

O estudo indicou que a maior parte das vítimas foi intoxicada. Elas viviam em uma região humilde, cuja maior produção de alimentos é a própria #lichia.

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As frutas caíam dos pés e as crianças simplesmente comiam. Descobriu-se que a lichia produz uma espécie de toxina que interrompe a capacidade do corpo em produzir, naturalmente, glicose. Isso faz com que as crianças pobres, não alimentadas e com baixos níveis de glicose fiquem com esses níveis em condições mortais. Por isso, o mal acomete quem está sem comer.

De acordo com os relatos dos familiares, as crianças acordavam no meio da madrugada gritando, antes de sofrer convulsões e perder a consciência em função de inchaço no cérebro.