A atriz Angelina Jolie, que é defensora dos direitos humanos, disse, nesta quinta-feira (2), que a ordem dada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibindo pessoas de sete países, de maioria muçulmana, de entrar em território norte-americano, pode causar problemas ainda maiores para os próprios americanos, pois essa atitude só faz alimentar o extremismo.

Jolie, que tem servido como uma enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), deixou sua opinião em um artigo no jornal The New York Times, onde fala sobre as últimas decisões de Trump. Ela disse que discriminação baseada na religião de qualquer país é "brincar com fogo" e que o governo dos #EUA estava colocando mais lenha para queimar no fogo que separa os continentes.

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A atriz, que já foi vencedora do Oscar, disse que, como uma mãe de seis filhos, todos de terras estrangeiras, mas orgulhosamente cidadãos americanos, acredita na necessidade da segurança do país, mas acrescenta que essas decisões do presidente precisam ser baseadas em fatos e não em religião ou medo.

"Tenho orgulho da minha história e de ter dado abrigo para as pessoas mais vulneráveis no nosso país. Os americanos têm derramado sangue para defender a ideia de que os direitos humanos transcendem a cultura, geografia, etnia e religião", escreveu ela.

Ela termina dizendo que todas as pessoas devem ser mantidas seguras no país. Porém, o certo é olhar para as fontes de ameaça terrorista, onde estão os conflitos que dão espaço e oxigênio para grupos como o Estado Islâmico, e o desespero e a ilegalidade de que se alimentam.

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Sobre a decisão

O decreto suspende a entrada ao país de todos os refugiados durante 120 dias, assim como a concessão durante 90 dias de vistos a sete países - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã - até que se criem novos métodos de vigilância mais rigorosos.

Essa ação recebeu críticas de países muçulmanos e também de países aliados, como a Alemanha e a Grã-Bretanha. Até mesmo funcionários do Departamento de Estado são contra essa atitude. #Imigração #Donald Trump