Nesta sexta-feira (17), os reguladores de dispositivos de segurança da Alemanha anunciaram que a boneca "Minha amiga Cayla" pode ser utilizada como "dispositivo de espionagem", o que é proibido por lei no país.

Segundo Jochen Homan, chefe da Agência, objetos contendo câmeras e microfones podem ser utilizados para transmitir dados sem serem detectados, comprometendo a privacidade das pessoas. Disse também que a boneca tem um dispositivo que a controla à distância, e responde as perguntas enviadas a ela por um aplicativo instalado no celular, utilizando a internet como via de busca. Se a empresa fabricante deixar passar despercebido um erro na conexão sem fio, o brinquedo poderá ser usado por qualquer pessoa nas proximidades da boneca, para ouvirem e gravarem sem o consentimento do país o que as crianças disserem ou as conversas de pessoas próximas ao brinquedo.

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O jornal alemão “Saarbrücker Zeitung” publicou o caso após um estudante da Universidade do Sarre ter denunciado a boneca e o perigo que traz à população, e que este perigo viola a legislação nacional.

E não para por aí. Um estudo feito em dezembro de 2016 pelo Conselho de Consumidores Norueguês, detectou os problemas que a boneca poderia trazer. Este estudo serviu como base para a Organização de Consumidores e Usuários da Espanha, que também informou a população espanhola sobre os diversos erros de segurança no brinquedo.

A empresa fabricante da boneca "Minha amiga Cayla" se posicionou sobre o caso em seu site. Disse que a regulamentação criptográfica e as medidas de segurança física que protegem o acesso não autorizado às informações pessoais dos clientes, são revisadas regularmente. Contudo, informou que, infelizmente, qualquer um mecanismo de transmissão pela internet, ou mecanismo de armazenamento eletrônico não contém 100% de segurança.

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A Agência Federal de Redes Alemã também informou que inspecionará outros brinquedos interativos e tomar outras medidas, caso for necessário, e ainda sugeriu que os países da UE deveriam retirar o brinquedo do mercado, para a própria segurança deles. Também pediram reforços da legislação europeia para outras possíveis ameaças semelhantes a essa. #Alemanha #2017 #noticiasmundo