Que as crianças adoram brincar, não é novidade. As meninas, principalmente, amam ganhar uma #Boneca de presente. Ainda mais quando ela é falante e interage nas brincadeiras, não é mesmo?

Mas, um brinquedo específico tem dado muita #Polêmica neste mês: Minha amiga #Cayla. Trata-se de uma boneca de última geração, com uma tecnologia diferenciada. Acoplando um software de voz super inteligente, é possível que a boneca emita sons e mensagens que os pais programem, por exemplo.

Entretanto, um aviso dado por autoridades alemãs, aconselha os pais a destruírem a boneca. O motivo é que pesquisadores acreditam que hackers são capazes de invadir o dispositivo por Bluetooth, podendo ouvir e até mesmo conversar com as crianças.

Em 2015, já havia boatos de que o brinquedo tivesse seu sistema de privacidade invadido, mas continuou sua circulação no mercado normalmente. A Associação Britânica de Produção de Bonecos tomou outra posição no assunto, afirmando que Cayla não seria um risco como tem sido divulgado.

Para as crianças, o impacto pode ser forte. Além da brecha no software, a boneca também é capaz de responder perguntas que alguém faça, com respostas rápidas captadas em ferramentas de busca na internet. Então, certos assuntos podem se tornar inapropriados.

A idealização da boneca veio com o objetivo do dispositivo de fala ser um diferencial educativo, para desenvolver a oralidade infantil. Os pais europeus não gostaram nada da situação de saber que hackers poderiam invadir a boneca, entrar em contato com seus filhos e não hesitaram em se livrar do brinquedo.

A empresa que fabrica de Cayla, Genesis Toys, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

Essa não é a primeira vez que uma polêmica parecida toma espaço na mídia. Em meados de 2015, a Mattel, empresa muito conceituada do ramo, lançou a Barbie inteligente. Essa nova Barbie também tinha a capacidade de interagir vocalmente com quem estivesse brincando com ela, por meio de uma rede Wi-Fi (internet sem fio).

Na época, o grupo Campaign for a Commercial-Free Childhood (Campanha por uma Infância Não Comercial), protestou contra o brinquedo, alegando que oferecia diversos riscos em relação à privacidade da família.