De acordo com o Daily Mail, Kelly Fidoe-White, de 36 anos de idade, passou a vida toda sofrendo por causa de seu cheiro corporal. A britânica, que trabalha como radiologista no hospital Royal Oldham, possui uma doença chamada trimetilaminúria, que é mais conhecida como "síndrome do odor de peixe" (ela própria afirma que seu cheiro lembra um "peixe acebolado").

Em certa fase de sua vida, Kelly chegou a tomar quatro banhos e a usar duas latas inteiras de desodorante por dia para disfarçar o cheiro, mas mesmo assim não conseguiu muito sucesso. A situação chegou a tal ponto que a radiologista passou a trabalhar à noite, de modo que tivesse contato com o menor número possível de pessoas, já que frequentadores do hospital fizeram inúmeras reclamações a respeito de seu forte odor.

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O marido de Kelly, Michael (45), afirmou ao Daily Mail que já se acostumou com cheiro incomum de sua esposa. Entretanto, em 16 anos de casados, Michael disse que algumas vezes o odor acabou afetando-o de forma negativa, mas revelou também, que para ele, a condição de sua mulher nunca foi um grande problema.

A raiz do problema

A razão pela qual Kelly exala um forte cheiro desagradável é o fato de seu organismo ser incapaz de metabolizar o composto químico trimetilamina, que é encontrado em alimentos que contêm a substância conhecida como colina. Como o corpo da radiologista não consegue absorver este composto, ele acaba sendo eliminado de outras formas, como por exemplo, através de seu suor, urina e saliva.

Mesmo convivendo com o problema desde a infância – ela sofria bullying constantemente quando ainda era criança e frequentava a escola – Kelly só teve sua condição devidamente diagnosticada em 2015, após pesquisar o seus sintomas e assistir a documentários sobre a doença.

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Antes de finalmente receber seu diagnóstico, a radiologista afirmou que passava "uma quantidade estúpida de tempo no chuveiro", ao ponto de sua pele ficar vermelha por causa da água quente e da esfregação a que era submetida.

Atualmente, Kelly usa um sabonete sensível próprio para sua pele, e está fazendo o uso de vários remédios que melhoram a capacidade de seu organismo de metabolizar colina. Além disso, agora ela se sente confiante o bastante para falar sobre seu problema e conscientizar as pessoas sobre esta rara condição. #Curiosidades #Europa