A Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, tem realizado experimentos com Vasalgel, novo anticoncepcional masculino que bloqueia o fluxo do esperma através de um gel. O produto atua como uma barreira física, uma vez injetado nos tubos em que o esperma nada até o pênis.

Atualmente, os homens têm duas opções de anticoncepcional: o preservativo conhecido por todos como a camisinha, ou a vasectomia, operação de esterilização masculina. O Vasalgel tem o mesmo efeito de uma vasectomia, e segundo os pesquisadores, a reversão poderá ser feita por outra injeção que dissolve o gel colocado.

Testado em macacos

A Universidade da Califórnia testou o gel em 16 macacos adultos machos, dos quais dez já eram pais.

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Quando os macacos retornaram para o recinto, depois de uma semana da injeção, ocorreu acasalamento, mas nenhuma das macacas ficou grávidas nas próximas semanas e ao longo do estudo.

A injeção teve poucos efeitos colaterais nos macacos, embora um deles precisasse de uma operação porque o gel danificou um dos seus tubos. O professor de andrologia na Universidade de Sheffield, Allan Pacey, disse que “o estudo mostra que em macacos machos adultos, pelo menos, o gel é uma forma eficaz de contracepção.”

Mas para que ele tenha uma chance de substituir o método cirúrgico tradicional da vasectomia, os autores precisam mostrar que o procedimento é reversível.

Mercado

Os pesquisadores acreditam que os homens estariam dispostos a utilizar um anticoncepcionais em forma de gel. Allan Pacey também acredita na aceitação masculina: Ele imagina que existe um mercado mundial para um novo contraceptivo masculino, mas ensaios em seres humanos e mais dados de segurança a longo prazo são necessários antes de saber se é um sucesso, afirmou

O médico Anatole Menon-Johansson disse que alguns homens querem ser parte da solução da prevenção e fazer a sua parte.

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Para ele, é possível que os homens optem pelo novo método por ser uma opção que não exige cirurgia, apenas uma injeção.

O novo anticoncepcional não protege contra doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV. #Notícias #2017 #Saúde