Para a Coreia do Sul, o teste de míssil balístico realizado pela Coreia do Norte, neste domingo (12), foi um artifício - e uma provocação - do ditador Kim Jong-Un, para testar a reação do presidente norte-americano #Donald Trump.

O míssil foi lançado às 7h55 (20h55 do sábado, no horário de Brasília) a partir da base de Banghyon, em Pyongyang, e percorreu cerca de 500 quilômetros, segundo o Estado-Maior Conjunto de Seul (JCS). Não há maiores informações sobre a trajetória ou o tipo do míssil; a distância percorrida pelo projétil, no entanto, indica que este não deve ser um míssil balístico intercontinental.

Este foi o primeiro teste de míssil do regime Kim Jong-Un desde a posse do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 20 de janeiro de 2017.

No final do ano passado, o líder norte-coreano anunciou que os mísseis experimentais de alcance intercontinental estavam em uma ''fase final'' de seu projeto e desenvolvimento, ao que Trump respondeu que não permitirá o desenvolvimento de nenhuma arma nuclear que ponha em perigo a população norte- americana.

“A Coreia do Norte afirma que está na etapa final do desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de chegar aos Estados Unidos. Não vai acontecer!”, assegurou Trump em seu Twitter.

O lançamento coincidiu também com a visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aos Estados Unidos a convite de Donald Trump.

O #Japão e a Coreia do Sul, até por serem os países mais próximos da Coreia do Norte, foram os primeiros a posicionar-se contra o teste de mísseis norte-coreanos, uma vez que os projéteis são capazes de atingir alvos a mais de 2 mil quilômetros, podendo afetar Tóquio, Seul e Hong Kong.

O Japão declarou que tem intenções de aplicar novas sanções contra a Coreia do Norte nesta terça-feira (14).

A China, surpreendentemente, condenou o teste de sua tradicional aliada em reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada ontem (13), que pediu que os países-membros apliquem todos os seus esforços para que as sanções impostas à Coreia do Norte sejam aplicadas. A ONU lamenta o uso que a Coreia do Norte está fazendo de seus recursos, destinando-os a tais atividades e deixando de lado as necessidades de seus habitantes.

O porta-voz do governo chinês declarou que os testes violam as resoluções da ONU e que a ação mais sensata agora seria que fossem evitados movimentos que possam aumentar as tensões na região.

A ONU proibiu a Coreia do Norte de realizar lançamentos de mísseis balísticos ou realizar testes de armas nucleares, no entanto, só no ano passado o país realizou dois testes nucleares e vários lançamentos de mísseis na tentativa de desenvolver armas capazes de atingir os #EUA.

Trump, é claro, já se pronunciou a respeito dos últimos acontecimentos; o presidente norte-americano prometeu uma ''resposta forte'' à Coreia do Norte pelos testes do míssil balístico. Disse ainda que pretende lidar com a Coreia do Norte, que ele considera um grande problema, de forma determinada.