Gintare Suminaite, de 30 anos, foi acusada pela morte de uma bebê recém-nascida, mas acabou sendo poupada de prisão pelo tribunal. A mulher teve a bebê sozinha, no banheiro, e minutos depois do parto estrangulou a neném com um par de calcinhas. A criança era o resultado de um caso secreto com um colega lituano, que ela mantinha sem que seu namorado soubesse. No tribunal de West Sussex, na Inglaterra, ela negou o crime de assassinato, e admitiu infanticídio, se declarando mentalmente perturbada por ter dado à luz, minutos antes de ter cometido esse ato brutal, que diz não saber por que o fez.

Enquanto o caso não ficou concluído, ela esteve presa preventivamente.

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Foram 298 dias que ela passou na cadeia, os únicos, uma vez que agora ela saiu em liberdade, depois da acusação de assassinato ter caído durante o julgamento. Porém, ficou sujeita a uma ordem comunitária de 24 meses e terá que fazer reabilitação.

Gintare tinha já um filho com o namorado quando isso aconteceu. A mulher escondeu a gravidez o tempo todo e conseguiu até dar à luz sozinha. Para esconder a bebê do namorado, e manter sua família, ela matou a criança e ocultou o corpo no meio das roupas. No dia do parto, Gintare saiu mais cedo do trabalho, porque não estava passando bem. Foi para casa e teve a filha no banheiro com o namorado na sala. Ele acabou descobrindo tudo quando encontrou a namorada despida e coberta de sangue, no chão do banheiro.

Alegadamente, o namorado chamou uma ambulância e ela foi levada para o hospital.

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Foi aí que ela confessou tudo para o namorado, dizendo que tinha feito "algo ruim" e estava "indo para a cadeia". Nesse momento, ele ainda a teria tentado proteger e não contou do bebê para ninguém. Mais tarde, a polícia foi na casa deles e fez a descoberta macabra, encontrando a criança escondida em toalhas molhadas.

No tribunal, Gintare falou que o parto foi "rápido e fácil" e disse que a bebê estava se movendo e tentando chorar. Poderia ter sido essa a razão que a teria levado a estrangular a menina, para que ela não fizesse barulho e o namorado percebesse. Depois do estrangulamento, ela teria cortado o cordão umbilical com uma faca e levado a menina para o chuveiro, tentando afogá-la.

O tribunal entendeu que o que ela fez foi "um caso isolado e emocional". Por isso, o juiz Nicol considerou o "estresse de toda a situação" e acabou ilibando a mulher, que viveu toda a gravidez em negação e estava passando por uma fase complicada na sua vida.

O namorado, que está cuidando do filho dos dois, teria cortado todos os laços com Gintare, de acordo com o que ficou revelado no tribunal. Ela estaria mantendo contato com o amante lituano, e até estariam vivendo juntos. #mãe #Bebês