A crise econômica em Angola obrigou a direção do #Presídio de Cacanda, na cidade de Dundo, a cortar uma das refeições dos detentos. Sensibilizados com a precária situação vivida pelos presos, a #Igreja Universal do Reino de Deus daquele país doou mais de duas toneladas de alimentos de primeira necessidade.

Arroz, feijão, açúcar, sal, óleo, farinha de milho e leite, doados em 21 de fevereiro, alimentarão os internos da penitenciária. Segundo o subinspetor prisional de Lunda Norte Avelino Lamba, esta foi a primeira doação recebida de uma instituição religiosa e pede que as demais possam se unir a esta "causa de solidariedade e humanidade".

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De acordo com o inspetor, as refeições diárias passaram de três para duas, devido às dificuldades enfrentadas pela unidade prisional. “Existe uma grande escassez de comida para os reclusos, provocada pela crise financeira que o país enfrenta”, revelou o responsável.

O porta-voz da Igreja Universal do Reino de Deus Constantino Issala disse que a doação vai minimizar as necessidades que a população reclusa enfrenta.

A cadeia provincial de Cacanda, que tem capacidade máxima de 480 reclusos, atende hoje 311 presos, dos quais 220 foram condenados e 91 aguardam julgamento.

Cultivo para subsistência

Outra saída encontrada pelas autoridades locais pode vir da agricultura. A unidade penitenciária de Cacanda, prevê cultivar, nos mais de 20 hectares de terra, mandioca, batata doce, batata, milho e hortaliças.

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Segundo notícias publicadas pela imprensa de #Angola, mais de 20 reclusos de ambos os sexos trabalharão no plantio e cultivo dos alimentos.

Crise econômica

Segundo o economista e professor da Universidade Católica de Angola Carlos Rosado de Carvalho, a forte dependência do petróleo é a principal causa da vulnerabilidade da economia angolana. “O único produto que nós exportamos é o petróleo. Portanto, a única forma que existe de arranjar divisas é exportar produtos angolanos”, disse ele em um debate realizado no ano passado sobre a crise econômica e financeira do país.

De acordo com os dados divulgados pelo Banco Mundial, em 2016 Angola teve um crescimento anual de apenas 0,4% e a previsão é de que em 2019 esse número chegue a 0,9%. Um levantamento realizado em 2011 apontou que 129 mil habitantes de Angola vivem abaixo da linha da pobreza.