Embora o #Estado Islâmico (EI) tenha perdido espaço na Síria e no Iraque e procurado não se expor como há um ano, engana-se quem pensa que o grupo está perto do fim. Com cerca de 30 mil jihadistas, segundo relato de sobreviventes e soldados capturados por forças curdas, o grupo declarou na segunda-feira (20) que atacaria cristãos no Egito, sobretudo os da etnia copta, e dois homens foram executados.

Medhat Hana, um cristão de 45 anos de idade, foi queimado vivo pelos extremistas na cidade de Alarixe, que fica no Nordeste do Egito. O pai da vítima, Saad, de 65 anos de idade, foi executado a tiros pelo grupo. Os corpos das vítimas foram localizados na manhã desta quarta-feira (22), segundo informaram as forças de segurança da cidade.

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Neste ano, outros três cristãos foram executados também na cidade de Alarixe. O EI não foi para o Egito em fuga aos ataques das coalizões russa e americana na Síria, mas já trava sua batalha contra as forças egípcias há pouco mais de três anos. Ultimamente, o grupo tem ganhado mais força e destaque no país.

O EI se espalha pelo mundo

Os extremistas não se limitam aos países da África ou Ásia, mas possuem “lobos solitários” espalhados por todo o mundo. Esse é o nome dado aos combatentes do islã radical, que permanecem em seus respectivos países de origem a fim de colaborarem com ataques e atos terroristas e ficam longe de qualquer suspeita das autoridades.

Os jihadistas oferecem dinheiro, poder e “santidade” aos combatentes. No ano passado, pelo menos 40 pessoas passaram a ser investigadas no Brasil, pouco antes das Olimpíadas, por serem suspeitas de ligação com o EI.

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Um homem de Santa Catarina chegou a ser detido e precisou ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica durante toda a competição esportiva. Ele treinou com os jihadistas durante uma viagem para a Síria.

O grupo almeja outorgar um califado mundial do islã, onde todos os países sigam a Sharia. Para colocar seus planos em prática, eles buscam reconquistar primeiro o antigo território que pertenceu aos muçulmanos, onde hoje estão a França, Espanha, Portugal e Itália. O grupo também executa muçulmanos que não concordam com seus atos ou que se recusam a cumprir com suas exigências. #Terrorismo #Violência