Um grupo de profissionais de saúde mental formado por 33 psiquiatras e psicólogos encaminhou uma carta ao jornal The New York Times, publicada no dia 13 de fevereiro, em que alertam sobre a possibilidade de Donald #Trump não ter sanidade para governar os #Estados Unidos.

De acordo com a missiva, o comportamento do agora presidente pode apontar para um transtorno de personalidade, indicado por sua incapacidade de demonstrar empatia, sua necessidade constante de auto-afirmação, bem como a apresentação de fatos distorcidos para atacar a jornalistas e cientistas que dele discordam, um sinal de intolerância às diferenças.

Além de declarações machistas, xenofóbicas e racistas, Trump já afirmou que não acredita, por exemplo, no aquecimento global, apesar de todas as evidências que comprovam o fenômeno.

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Em sua conta no Twitter, o milionário disse que se trata de um conceito criado pelos chineses para fazer com que os EUA diminuam sua produção industrial.

Ele também não considera que os problemas ambientais sejam um assunto tão grave, tendo declarado, em entrevista, sua pretensão de reabrir o oleoduto Keystone XL, fechado em 2015 pela administração de Barack Obama, exatamente por conta dos grandes impactos ambientais.

Entre as crenças de Trump estão ainda a de que vacinas causam autismo e de que abortos podem ser (e são) realizados no nono mês de gravidez.

A demora em se manifestar, por parte de psiquiatras e psicólogos, deve-se a uma regra, determinada em 1964 pela Associação Americana de Psiquiatria, a qual ficou conhecida como "Goldwater Rule", que impede que profissionais e organizações psiquiátricas discutam sua opinião publicamente a respeito de um indivíduo sem tê-lo antes examinado pessoalmente.

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Esse código de ética foi levantado após a publicação de um artigo na revista Fact, em que o autor questionava justamente as condições mentais de um candidato à presidência, Barry Goldwater, para assumir o governo dos EUA. Apesar de ter perdido a eleição, Goldwater processou a revista e teve direito a uma indenização de 74 mil dólares.

Os autores da carta sobre Trump consideram que o silêncio a respeito de uma questão tão crítica quanto a sanidade mental do chefe do poder executivo precisa ser rompido, pois há muito em jogo, uma vez que, como líder de uma nação poderosa e influente, o presidente certamente precisará lidar com divergências e ataques à sua pessoa. Sem a devida estabilidade emocional que o cargo requer, isso pode ter consequências graves. #Donald Trump