O presidente mais impopular da história dos Estados Unidos da América, sofreu, pela terceira vez, uma derrota em suas ações. No dia 20 de janeiro, uma juíza suspendeu, parcialmente, o decreto contra imigrantes, mas o governo continuou deportando estrangeiros. Na sexta-feira, 3, um juiz suspendeu o decreto em todo o país. Trump recorreu, mas seu recurso foi negado.

O decreto gerou críticas em todo o mundo, inclusive na ONU (Organização das Ações Unidas). O senador Bernie Sanders chegou a dizer que na tentativa de separar as pessoas por religião, gênero, nacionalidade e cor, Trump acabou unindo ainda mais cidadãos de 37 nações mundo a fora.

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Prisões arbitrárias e protestos

A decisão de prender os imigrantes foi mais severa do que a previsão do próprio decreto, que afirma que refugiados e imigrantes que venham de países de maioria muçulmana, devem passar por uma análise ao chegar em território americano, para que seja decidido se eles podem ficar ou se serão deportados.

Um menino de cinco anos chegou a ficar detido por quatro horas em um aeroporto. O motivo é que a criança veio do Irã, mas um parlamentar comunicou para a imprensa que avisou que o menino chegaria com um parente e que ele é cidadão americano, apesar de ser descendente de iranianos que vivem nos EUA.

Várias organizações que defendem os direitos civis procuraram meios judiciais para suspender a decisão de Trump, pois tal decreto é inconstitucional. A Constituição americana determina a proibição da discriminação religiosa, bem como o tratamento distinto aos estrangeiros de determinado país.

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Para advogados, políticos, artistas e cidadãos, #Donald Trump está criando sua própria constituição e passando por cima das leis.

O governo não gostou da proibição e disse que tentará contornar o veto, mas não disse se pretende fazer um novo decreto. O diretor do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, Ahmed Rehab, disse que o grupo irá lutar com unhas e dentes contra as decisões discriminatórias de Donald Trump, salientando que farão isso de acordo com as previsões legais garantidas nos Estados Unidos.

Além dos muçulmanos, Donald tem gerado grande polêmica ao discriminar latinos e homossexuais. Nos Estados Unidos, embora exista um senso bem detalhado sobre a nacionalidade das pessoas, costuma-se resumir o termo latino como todas as pessoas provenientes de países que falam espanhol, além do Brasil, que está na América Latina e tem o português como língua oficial.

Além de ordenar a construção de um muro que separe o México dos Estados Unidos, o presidente mandou retirar do ar sites do governo em espanhol, destinado a comunidades hispânicas e latinas, alegando que no país se fala inglês e não espanhol.

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Após protestos, os sites foram reativados. É importante ressaltar que os Estados Unidos são constituídos de diversos estados independentes, sendo que muitos deles também possuem o espanhol como língua oficial, como é o caso de Porto Rico, que pertence ao país desde 2012.

Pelas ruas dos Estados Unidos já ocorreram diversos protestos desde a posse de Trump. Nas manifestações também participam artistas, pois muitos atores e cantores que vivem nos EUA, são estrangeiros, como é o caso de Rihanna. #Justiça #Imigração