As combatentes viviam normalmente com seus familiares e amigos quando o #Estado Islâmico ocupou a aldeia em que residiam, mataram os familiares das jovens, assassinaram amigos e transformaram as mulheres em escravas sexuais, fazendo com que fossem constrangidas a passarem por situações inconvenientes na proporção em que tratavam as moças como mero objeto sexual.

Assim, ante o sofrimento exposto, depois que conseguiram fugir do local em que eram tratadas como escravas, resolveram lutar contra os antigos abusadores com o objetivo de resgatar irmãs e amigas, além de castigar os terroristas pelo que praticaram contra seus familiares, amigos e pelo fato de terem abusado delas.

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Em uma entrevista transmita pela emissora Britânica (BBC), uma das líderes do grupo, a capitã Khatoon Khider pergunta para a entrevistadora se ela sabia que "Os militantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) acreditam que não irão para o paraíso se forem mortos por uma mulher?".

A capitã ainda afirma que antes de ser soldada, era cantora, entretanto não exerce a função pois trabalha como comandante do batalhão feminino de ex-prisioneiras do EI, que buscam derrubar o grupo terrorista islâmico extremista. Ainda diz que querem matar milhares de membros do Estado Islâmico e assim atrapalhar que eles entrem no paraíso.

Observa-se que a religião Yazidis, que apresenta minoria de origem curda, não é a favor do uso de violência, todavia desde que o Estado Islâmico invadiu a aldeia de Khider, há três anos, o grupo mudou de opinião.

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Ressalta-se que a região onde ocorreu o massacre foi em Sinjar. Lá a invasão de terroristas do EI fez com que milhares de pessoas fossem mortas, além de ter feito com que milhares de mulheres e crianças fossem vendidas como escravas sexuais.

De acordo com a ONU foram entre 5 mil e 7 mil Yazidis assassinados, mais 5 mil sequestrados, sendo na maioria mulheres. Algumas conseguiram fugir, entretanto calcula-se que 3,5 mil ainda sejam prisioneiras do grupo terrorista. As jovens, que atualmente trabalham como combatentes que lutam contra o grupo terrorista, tentam levar a vida de maneira normal. Elas tiram fotos onde aparecem se maquiando e brincado.

Porém, apresentam um histórico de vida bastante triste, conforme afirma jornalista do BBC, haja vista que elas presenciaram as mães sendo mortas, bebês sendo mutilados, meninas de nove anos sofrendo estupro, além de terem visto amigas se suicidando.

Documentário Guns, Girls and ISIS

As filmagens ocorreram no norte do Iraque e, segundo a repórter, foram duas semanas filmando o batalhão, traduzindo para o português o nome seria ("Armas, garotas e EI"). Sabe-se que o documentário não foi exibido no Brasil. Assim, as filmagens tinham a finalidade de mostrar ao mundo a história de ex-escravas sexuais que militam em prol de derrubar o maior grupo terrorista do século XXI, tendo atuação de mulheres na linha de frente. #Terrorismo