Em 11 de março de 2011, pessoas de todo o planeta foram assombradas com o temor de uma catástrofe nuclear, após o vazamento do material na usina de Fukushima (Japão), atingida por ondas gigantes depois de um terremoto de 9,1 de magnitude.

Agora, cinco anos depois do evento no Japão, novamente o temor de uma tragédia nuclear volta a preocupar cidadãos e autoridades, dessa vez da França e Inglaterra.

É que na manhã desta quinta-feira (9), às 10 horas (horário local), houve uma explosão na usina nuclear de Flamanville (França), situada perto do Canal da Mancha, a 100 milhas (160 km) da costa inglesa.

De acordo com os principais jornais da #Europa, um dos reatores foi inutilizado e cinco trabalhadores medicados após inalarem fumaça tóxica.

Publicidade
Publicidade

No entanto, segundo o alto funcionário da usina, Jacques Witkowski, a explosão não tem relação com acidente nuclear. Ele explica que um ventilador explodiu fora da zona nuclear da fábrica, em operação desde a década de 1980.

Embora ainda falte esclarecer os detalhes da tragédia, autoridades descartam a hipótese de vazamento de material radioativo.

"É um evento técnico significativo, mas não é um acidente nuclear", comenta ao Daily Mail, o oficial local Olivier Marmion.

Marmion ainda esclarece que apesar de haver cinco vítimas, todas trabalhadoras da usina, nenhuma saiu gravemente ferida.

Autoridades francesas fizeram questão de evitar boatos sobre o acidente, ao enfatizarem que a explosão aconteceu “em uma zona não-nuclear da planta”.

Porém, por precaução o reator 1 – próximo à explosão - foi fechado e não há informações por quanto tempo ele permanecerá nessa condição.

Publicidade

Atualmente, a usina de Flamanville conta com dois reatores. Contudo, desde 2005 construtores trabalham na elaboração do terceiro, conhecido como European Pressurized Reactor (EPR).

Segundo o jornal francês The Local, o custo inicial do EPR era de 3,3 bilhões de Euros.

Entretanto, devido a “falhas significativas” no processo de construção, o terceiro reator será concluído somente em 2018, e custará cerca de 9 bilhões de Euros, mais que o dobro do valor inicial.

Devido ao recente acontecimento, é possível que novas informações surjam nas próximas horas. #Mídia #Curiosidades