De acordo com Frank Gnegel, responsável por uma das maiores coleções de telefonia da Europa no Museu de Comunicações de Frankfurt, na Alemanha, o telefone vermelho do líder nazista Adolf Hitler arrematado, no último domingo (19), por R$755 mil em Maryland, nos Estados Unidos, por um comprador não identificado é falso. Ele afirma que o aparelho original foi produzido pela Siemens & Halske, mas, no entanto, o aparelho arrematado é inglês. O especialista diz ainda que o aparelho deve ter sido montado na Inglaterra, onde ficou um bom tempo após o fim da Segunda #Guerra Mundial.

Já a conceituada casa de leilões especializada em relíquias de guerras e conflitos, Alexander Historical Auctions, responsável pela venda do telefone de #Hitler, rebate a declaração do especialista e diz que se trata de um telefone especial feito por uma filial da Siemens & Halske no Reino Unido, que cooperou com a matriz até o fim da guerra.

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A empresa de leilões alega ainda que, para que o fone não se caísse do aparelho durante o transporte, foi feita uma montagem especial. É importante ressaltar que o Reino Unido fazia parte dos Países Aliados (Holanda, Luxemburgo, Grécia, Ioguslávia, Bélgica, Noruega, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos etc.) durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, os países que eram contra a ideologia do nazismo e do fascismo. Já os países que seguiam a ideologia nazi-fascista baseada no totalitarismo, racismo, militarismo, ultranacionalismo eram os Países do Eixo (Alemanha, Itália, Japão).

A casa de leilões americana postou algumas fotos detalhadas do telefone na internet. No entanto, isso somente fez agravar a questão da autenticidade do objeto.

Gnegel alegou ao conceituado jornal Frankfurter Allgemeine que tudo que era produzido para Hitler tinha material de primeira qualidade e, por essa razão, a Siemens da Alemanha teria produzido com prazer um novo telefone ao líder nazista e teria fornecido um instrumento de plástico tingido ao invés de pintar um aparelho preto de maneira antiprofissional.

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É necessário lembrar que a pintura vermelha desbotou em algumas partes do telefone e colocou em evidência a pigmentação original, que é a cor preta.

De acordo com o restaurador holandês Arwin Schaddelle, simplesmente encontraram um telefone quebrado com símbolos da ideologia nazista, consertaram e inventaram uma boa #História sobre o objeto ser a maior arma de destruição em massa de todos os tempos.